sexta-feira, 26 de junho de 2009

Este Blog não morreu

Prezados leitores (se é que ainda tenho algum...)

Volto hoje a escrever aqui. Minha meta de escrever diariamente funcionou por 155 dias consecutivos - de 01/01 até 04/06.
A parada foi necessária para organização da vida e da cabeça.
A periodicidade do blog vai mudar, não mais condeguirei atualizá-lo diariamente, mas voltarei a incluí-lo em minha rotina diária.

Pretendo terminar de escrever as "Impressões de uma viagem ao Japão" e, em seguida, retomar a rota pela Ásia, prosseguindo pela Oceania e África.

O projeto da viagem em si continua vivo, vivíssimo, mas com mudanças substanciais que serão comunicadas em breve neste espaço.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Impressões de uma viagem ao Japão - parte 3

Uma tensa viagem:

Acionei meu primo que, por sua vez, acionou a Folha de São Paulo, a embaixada do Brasil em Tokyo, a puta que o pariu, para tentar evitar a tragédia que seria ir até o Japão e não entrar.

Encarar sozinho uma viagem de mais de 30 horas de duração com a perspectiva de dar com os burros n'água e voltar no primeiro vôo de volta era realmente perturbador.

Meu complexo trajeto até o outro lado do mundo foi percorrido da seguinte forma:

1 - Vôo Rio / São Paulo
2 - Cinco horas de espera no terrível Aeroporto de Guarulhos
3 - Onze horas e 40 minutos de vôo até Los Angeles
4 - Três horas de espera na sala de trânsito do Aeroporto de Los Angeles
5 - Onze horas e 18 minutos de vôo até Tokyo. Esta etapa final da viagem é toda percorrida sob a luz do dia.

Você chega em Tokyo, literalmente, moído. E com um fuso horário de doze horas na cabeça.

A tensão foi ininterrupta. Durante toda a viagem tive que lidar com meu cansaço e ansiedade extremos diante da possibilidade aterrorizante da praga da cônsul realmente se consumar.

O avião pousou as três da tarde no Aeroporto de Narita. O trajeto da aeronave até a imigração foi, talvez, o mais tenso da minha vida. Sentia-me um condenado caminhando para o cadafalso. Na fila que se formou diante dos guichês da imigração, percebi que suava nas mãos a ponto de manchar o verde-oliva do passaporte.

Com o coração saindo pela boca dirigi-me ao funcionário japonês. Entreguei o passaporte com a mão trêmula. Ele abriu o documento, virou as páginas lentamente, digitou algo no computador, olhou para mim, olhou de volta para a tela, pegou o carimbo e Voilá!!

A sensação de alívio foi indescritível!

Sentei num banco, acendi o primeiro cigarro desde Los Angeles (sim, em 1999 havia áreas para fumantes no Aeroporto de Narita) e todo o cansaço da viagem dissipou-se imediatamente.

Em seguida peguei minha mala e prossegui até a fiscalização alfandegária. No Japão toda bagagem é aberta e revistada por funcionários de luvas brancas. Inicialmente o funcionário, que com certeza não fala mais do que duas palavras em inglês, mostra um livro com os itens proibidos. É bem didático, tem fotos de um baseado, carreiras de pó, seringas, maços de dólares, diamantes, armas, etc. O pitoresco são as fotos de capas de filmes e revistas de sacanagem.
É, prezado leitor, uma simples Playboy é impedida de entrar na terra do Sol Nascente, logo lá onde a imaginação para a putaria não encontra limites.

Como eu não portava nenhum dos itens proibidos, estava até achando graça da revista. Eis que o funcionário pega duas fitas VHS sem rótulo, com apenas o box preto, como era naqueles tempos pré DVD. Tratava-se de meu portfolio de vídeos, que levava para meu primo ver. O alarmado guardião da moralidade pátria olhou fixamente para mim e bradou ameaçador: - "Porrnôôôôô!!" eu comecei a rir e falei "nô pornô!" ele inquiriu-me novamente: "Porrrrrnôôôôôôôô!!" aí chamou um superior que começou a falar japonês comigo. Depois de um tempo e do emprego de uma ou duas palavras em inglês sofrível, ele me fez entender que era para eu esperar enquanto ele via as fitas.
Quando ele saiu com o material suspeito houve um último momento de tensão. Eu tinha dirigido com meus sócios, na época, o pior videoclipe da história, de uma música chamada "Boquete", do Funk'n Lata. Pelo nome dá pra perceber o teor da obra-prima. Naquele momento eu não lembrava se o "Boquete" estava no portfolio.

Dez minutos depois o funcionário voltou sorridente, me entregou as fitas e balbuciou algo como "werocome for your company!"

A praga da cônsul não pegou...


Máquina de venda de revistas de sacanagem, em Tokyo.

Entrar no Japão com material pornográfico é proibido.
Já comprar lá...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Impressões de uma viagem ao Japão - parte 2

Um pequeno incidente diplomático:

Pouco mais de um mês antes da data da partida entrei com um pedido de visto junto ao consulado japonês do Rio de Janeiro. O visto padrão para o Japão é para apenas uma entrada e tem duração máxima de 90 dias. Como pretendia também visitar algum outro país asiático e posteriormente retornar à Tokyo, acabei solicitando um visto para duas entradas. O tempo foi passando, a data da viagem aproximando-se e nada do visto. A funcionária do consulado sempre falava ao telefone comigo que, "tá esperano resuposta Gaimusho!" O Gaimusho é o ministério das relações exteriores do Japão.

Ressabiado, liguei para meu primo em Tokyo, que cantou a bola sugerindo que eu garantisse logo o visto simples já que "a burocracia japonesa é foda." Ele também me informou que era possível, mesmo com o visto simples, sair e retornar ao Japão por um prazo máximo de três dias.
Faltava pouco mais de uma semana para o embarque. Liguei pro consulado e falei que uma vez que o Gaimusho nunca respondia, eu desistia do visto múltiplo e pegaria logo o comum. A funcionária falou que não havia nenhum problema em proceder dessa forma, mas que valia a pena eu esperar mais uns dias.
Pois bem, na manhã da quinta-feira, o7 de janeiro de 1999, data de meu vôo para Tokyo, a japa do consulado falou que não iam me dar visto algum. Tive um ataque e comecei a esbravejar, exigindo falar diretamente com a cônsul. A cônsul veio ao telefone e disse que, uma vez que a resposta do Gaimusho ainda não havia saído, ela não podia me dar nenhum visto. Putaço, quase deflagrei um incidente diplomático.

Depois de muito bate-boca, a cônsul do Japão no Rio de Janeiro saiu-se com um aterrorizante declaração, muito mais lusitana do que nipônica: "Eu vai dar visto, nô. Mas você nô vai entrar no Japão!"

Não havia mais nada a fazer. Fui até o consulado e peguei meu passaporte com o - segundo a cônsul - inútil carimbo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Impressões de uma viagem ao Japão - parte 1

Prólogo

Desde criança tinha muita vontade de conhecer o Japão. Meu pai, filho de sírio-libaneses foi criado no meio da colônia japonesa, no interior do Paraná. Ele começou a jogar beisebol com os pequenos nisseis. Levou a sério e chegou a capitão da seleção brasileira, tendo jogado os Jogos Panamericanos de Chigago (1959) e São Paulo (1963) Meu pai era o único Gaijin (estrangeiro) de todos os times em que jogou. Assimilou fortemente a cultura japonesa, fala bem e me levou pra comer sashimi na Liberdade, em São Paulo, quando eu tinha uns sete anos de idade e ninguém, em sã consciência admitia comer peixe cru.

Depois, na quinta-série, havia uma menina japonesa linda na minha sala. Eu era apaixonado por ela. Uns anos depois, já adolescente, consegui convencê-la a sair comigo e acabei levando-a até minha casa. Nervoso, dei um beijo nela. Liguei a vitrola e peguei o LP do David Bowie. Faixa 2, China Girl. Ela não achou a menor graça. Eram os anos 80 e eu só ia comer uma japonesa uma década depois...

Assim, quando meu primo Marcio Aith foi ser o correspondente da Folha de São Paulo em Tokyo, houve a oportunidade tão esperada de conhecer a terra do sol nascente. Embarquei em janeiro de 1999 para uma estada de 20 dias em Tokyo e Kyoto.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Japão


A partir de amanhã vou escrever um pouco sobre minha viagem ao Japão, em 1999.

Primeiro estudo de uma rota para a Ásia - parte 2

Prosseguindo pelo continente asiático:

16/07 - Pequim
17/07 - Pequim
17/07 - Pequim
19/07 - Pequim
20/07 - Pequim
21/07 - Pequim - Xangai
22/07 - Xangai
23/07 - Xangai
24/07 - Xangai
25/07 - Xangai
26/07 - Xangai - Tokyo
27/07 - Tokyo
28/07 - Tokyo
29/07 - Tokyo
30/07 - Tokyo
31/07 - Tokyo

sábado, 30 de maio de 2009

Primeiro estudo de uma rota para a Ásia - parte 1

Começamos com o trajeto do Expresso Trans-Manchuriano, descrito no post de ontem.

30/06 - Moscou - Início Trans-Manchuriana
01/07 - No trem
02/07 - No trem
03/07 - No trem
04/07 - Chegada a Irkutsk (Sibéria)
05/07 - Irkutsk
06/07 - Irkutsk
07/07 - Irlutsk - Partida para a Mongólia
08/07 - No trem
09/07 - Ulaanbaatar (Mongólia)
10/07 - Karakorum
11/07 - Bayan (Deserto de Gobi)
12/07 - Elstei
13/07 - Ulaanbaatar
14/07 - Ulaanbaatar - Partida para Pequim
15/07 - Pequim

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Expresso Trans-Manchuriano




Dentre os, como assim dizer, "highlights" desta viagem de volta ao mundo, a travessia no Expresso Trans-Manchuriano, sempre foi o meu predileto.



O trajeto mais curto entre Moscou e Pequim dura seis dias e 27 minutos, percorrendo 8961 km, ao longo de sete zonas de fuso horário.



Operadoras de turismo oferecem múltiplas opções com várias paradas e atividades em cada uma delas. Eu optei por um trajeto que passa pelo deserto de Gobi, na Mongólia e tem duracão de 16 dias, com as paradas.
É assim:

Dia 1 - Embarque às 23:53 na estação de Yaroslavsky, em Moscou.
Dia 2 - Travessia dos Montes Urais.
Dia 3 - Travessia do Rio Ob, passando por Novosibirsk, já ná Sibéria.
Dia 4 - A bordo, cruzando a Sibéria Central.
Dia 5 - Chegada na cidade de Irkutski, situada às Margens do Lago Baikal, um dos maiores e mais antigos lagos do mundo.
Dia 6 - Irkutsk.
Dia 7 - Irkutsk.
Dia 8 - Irkutski, partida à noite rumo à Mongólia.
Dia 9 - O trem contorna o Lago Baikal e pega o rumo sul, em direção à Mongólia.
Dia 10 - Chegada à Ulaanbaatar, Mongólia. Em seguida partida para Bayan, no Deserto de Gobi, onde pernoita-se numa tenda com nômades como o da foto lá em cima.
Dia 11 - Partida para Karakorum, importante cidade histórica mongol.
Dia 12 - Bayan (Deserto de Gobi)
Dia 13 - Elstei
Dia 14 - Ulaanbaatar
Dia 15 - Partida de Ulaanbaatar para Pequim, cruzando a fronteira com a China à meia-noite.
Dia 16 - Chegada em Pequim.


O pacote com hospedagem custa mais ou menos 2.000 Euros. Não acho muito caro, pouco mais de 100 Euros por dia.



quinta-feira, 28 de maio de 2009

Meio do ano, meio da viagem

No dia 30 de junho de 2010 quando eu embarcar na estação de Yaroslavsky, em Moscou, rumo à Pequim, no Expresso Trans Manchuriano, inicia-se um mergulho rumo à metade final desta viagem de volta ao mundo. Sem dúvida a etapa mais difícil, mais rica, mais fascinante e imprevisível.
É preciso estudar a fundo Ásia, Oceania e África, para não fazer um mergulho no escuro.

De qualquer forma, a partir de amanhã começo a publicar um primeiro esboço de rota para a Ásia.



A estação de Yaroslavsky, em Moscou. Ponto de partida para o Oriente.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Em breve, a rota para a Ásia

terça-feira, 26 de maio de 2009

Variações de um Strip Tease para Música Aleatória

Just sit back and relax....

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Rota (definitiva?) para a Europa - parte 3

Retomando:

03/06 - Berlim - Praga
04/06 - Praga
05/06 - Praga
06/06 - Praga
07/06 - Praga
08/06 - Praga - Budapeste
09/06 - Budapeste
10/06 - Budapeste
11/06 - Budapeste
12/06 - Budapeste
13/06 - Budapeste - Atenas
14/06 - Atenas
15/06 - Atenas
16/06 - Atenas
17/06 - Atenas - Santorini
18/06 - Santorini
19/06 - Santorini
20/06 - Santorini - Istambul
21/06 - Istambul
22/06 - Istambul
23/06 - Istambul
24/06 - Istambul - Moscou
25/06 - Moscou
26/06 - Moscou
27/06 - Moscou
28/06 - Moscou
29/06 - Moscou

domingo, 24 de maio de 2009

Não é bom...

atualizar, bêbado, um blog...

sábado, 23 de maio de 2009

Amanhã

será outro dia (óbvio, né?)...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

10 mil

A quem interessar possa:

Hoje este blog ultrapassou a marca de 10 mil visitas.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"O Paraíba" no jornal

O jornal O Globo publicou uma matéria sobre a sessão de "O Paraiba" para paraibanos ilustres. Foi uma sessão importante, a primeira vez que o filme foi assistido por mais de 20 pessoas, em uma sala escura e uma projeção em tela grande.

Acho que meus conterrâneos gostaram...



Como não dá pra ler devido à ridícula limitação de tamanho de fotos deste medíocre blogspot, vou ter um puta trabalho de transcrever a matéria. Pode ser uma boa oportunidade para dar uma mexidinha no texto aqui e acolá...


João Pimentel

No dia 12 de março de 1970, em Campina Grande, nasceu o cineasta Samir Abujamra. Além do nome, de origem árabe, os seus cento e tantos quilos distribuídos por seus quase metro e noventa de altura já indicam que ele nasceu ali por acaso. Filho de um engenheiro transferido para a cidade paraibana para construir a rodovia que liga Campina Grande à região do Brejo Paraibano, Abujamra deixou o nordeste com apenas quatro meses, sem pronunciar uma palavra sequer. Há seis anos, com 33 de idade, ele, que quando criança tinha vergonha de sua carteira de identidade, decidiu conhecer a terra natal numa viagem insólita que resultou no documentário "O Paraíba", que teve uma sessão informal na terça-feira, no Teatro Oi Futuro, para paraibanos ilustres como o diretor de fotografia Walter Carvalho, o artista plástico Antônio Dias, o cantador e cordelista Mestre Azulão e Lacerda, garçon famoso das noites do Baixo Gávea.
Antes da sessão, Abujamra agradeceu a presença de todos mas, em meio ao blablablá típico dessas apresentações, foi interrompido, primeiro por Carvalho que bradou: "A Paraíba é o centro do mundo. A grécia antiga começou ali!" Em seguida, ao ouvir que a trilha sonora do longa seria composta por André Abujamra, primo de samir, Mestre Azulão não se conteve:
- Já que o filme foi feito na Paraíba, por que a trilha não é de cantadores? Se quiser uma coisa mais autêntica, se precisar de um violão, eu tenho aqui - disse o artista nascido em Sapé, terra de Augusto dos Anjos, que veio para o Rio aos 17 anos, estreou no programa de rádio de Almirante com Cego Aderaldo e, tempos depois, fundou com amigos retirantes a Feira de São Cristóvão.
O filme começa com a informação de que o autor partiria para Campina Grande munido de uma quase total falta de informações. Sua única referência era uma entrevista com os pais, Rosamaria e Samir, que se lembravam de pouca coisa dos anos que viveram por lá. A mãe lembrou o nome do obstetra que fez o parto, Doutor Everaldo, que propiciou um dos encontros curiosos do filme, e da casa pequena, de esquina, em que moraram. "Era uma casa enorme...", discordou o bem-humorado Samir, o pai.
A viagem começa no táxi em direção ao Aeroporto Internacional Tom Jobim e, neste trajeto, já se percebe o conceito do projeto. Abujamra filma o taxista, pede para ser filmado e, perguntado em que lugar se hospedaria, responde: "Sei lá!". É isso. Em mais de uma hora de filme, ele trabalha com a câmera na mão ou com uma equipe de apoio absolutamente amadora. O taxista que o acompanhou nas andanças paraibanas e o guia filmaram, foram assistentes, diretores de fotografia e roteiristas.


Uma viagem a um tempo que o cineasta não conheceu

Abujamra invade estabelecimentos com a câmera, visita a casa em que os pais viveram (hoje o consultório de um dentista pra lá de exótico), encontra seu registro de nascimento e, munido da velha certidão faz uma nova carteira de identidade. Ele atravessa a rodovia construída por seu pai, visitando cidades numa viagem a um tempo que não conheceu.
- O filme traz uma emoção e uma melancolia de uma pobreza natural do interior. A cena da feira em que um senhor vende pedaços de peças eletrônicas que ele não sabe pra que servem é simbólica - disse Carvalho.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Rota (definitiva?) para a Europa - parte 2

Vamos ao que interessa:

02/05 - Paris -Monte Carlo
03/05 - Monte Carlo
04/05 - Monte Carlo - Roma
05/05 - Roma
06/05 - Roma
07/05 - Roma
08/05 - Roma
09/05 - Roma - Florença
10/05 - Florença
11/05 - Florença
12/05 - Florença - Veneza
13/05 - Veneza
14/05 - Veneza - Zagreb
15/05 - Zagreb
16/05 - Zagreb
16/05 - Zagreb
18/05 - Zagreb
19/05 - Zagreb - Amsterdam
20/05 - Amsterdam
21/05 - Amsterdam
22/05 - Amsterdam
23/05 - Amsterdam
24/05 - Amsterdam - Oslo
25/05 - Oslo
26/05 - Oslo
27/05 - Oslo
28/05 - Oslo - Berlim
29/05 - Berlim
30/05 - Berlim
31/05 - Berlim
01/06 - Berlim
02/06 - Berlim

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sessão especial de "O Paraíba".

Estou correndo contra o tempo, pilhado, nervoso, tentando terminar a tempo a cópia para a sessão especial de "O ParaÍba". Será uma sessão para Paraibanos ilustres, no teatro do OI Futuro.

Só cabra arretado na parada!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Claro, VAI TOMAR NO CÚ!!!

Eu odeio a Claro!
Morte à Claro!
Um bando de filhos da puta!
Ladrões!
Empresinha de merda, sempre fudendo os clientes.

NUNCA COMPRE UM 3 G DA CLARO!!!!!

domingo, 17 de maio de 2009

Rota (definitiva?) para a Europa - parte 1

Em 31 de março embarco em Montreal, com destino a Lisboa, para o início da parte européia desta viagem.

01/04 - Lisboa
02/04 - Lisboa
03/04 - Lisboa
04/04 - Lisboa
05/04 - Lisboa - Porto
06/04 - Porto
07/04 - Porto - Madri
08/04 - Madri
09/04 - Madri
10/04 - Madri
11/04 - Madri - Granada
12/04 - Granada
13/04 - Granada - Barcelona
14/04 - Barcelona
15/04 - Barcelona
16/04 - Barcelona
17/04 - Barcelona - Dublin
18/04 - Dublin
19/04 - Dublin
20/04 - Dublin
21/04 - Dublin - Londres
22/04 - Londres
23/04 - Londres
24/04 - Londres
25/04 - Londres
26/04 - Londres
27/04 - Londres - Paris
28/04 - Paris
29/04 - Paris
30/04 - Paris
01/05 - Paris

sábado, 16 de maio de 2009

Back in track

Após muitos devaneios, divagações e elucubrações, amanhã retornaremos à rota desta viagem de volta ao mundo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Wait Until Spring, Bandini

Esse é o título de um livro de um de meus autores favoritos, John Fante. O "Bandini" do título é Arturo Bandini, alter-ego de Fante, assim como ele filho de pobres imigrantes italianos nos Estados Unidos. Assim como Fante, Bandini foi tentar a vida como roteirista em Hollywood.

Assim como Bandini, eu espero a primavera.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Andei relendo os últimos posts...

Este blog está tão confuso quanto seu autor...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Atenção para o tempo no mundo:

Chove no Rio de Janeiro.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Just sit back and relax!



segunda-feira, 11 de maio de 2009

Depressão

Digitei "depressed" no google images. Deu nisso aí:
















Esse último aqui, não sei não... tá mais pra brocha do que pra deprimido...

Prozac e Viagra nele!!

domingo, 10 de maio de 2009

Em busca do ânimo

Não posso deixar o desânimo se abater sobre este projeto.

sábado, 9 de maio de 2009

Dinheiro rápido, missão (quase) impossível

Eu não escrevi aqui, mas umas duas semanas atrás tive uma primeira reunião com uma instituição que patrocina projetos culturais. Preparei uma apresentação do projeto de viagem e mostrei para eles. Na verdade, falei com um cara que faz um trabalho de curadoria lá, e é meu amigo. 

Els gostou do projeto e existe uma chance real de algum tipo de patrocínio. Boa notícia, mas existe um sério problema: o tempo que leva-se em um processo desses.

Qualquer projeto cultural com dinheiro empregado através de renúncia fiscal, via leis de incentivo, não demora menos do que um ano - em muitos casos o dobro disso, até a  obtenção dos recursos,  mesmo quando existem patrocinadores. 

Fica-se à mercê de uma burocracia infinita e sempre é um desespero quando aproxima-se a data da estréia (em nosso caso, da partida), e o dinheiro não sai.

Resumindo, a chance de meter a mão na massa até final de outubro, começo de novembro - o que seria uma data limite para o embarque em 1º de janeiro - é ínfima.

Uma chance, também improvável, é alguém ou alguma instituição preencher um cheque e me dar, sem renúncia fiscal, utilizando seu próprio caixa, o denominado "dinheiro bom".

Acho esse tipo de assunto um saco, mas não posso me furtar a comentar com meus poucos leitores o que tem se passado pela minha cabeça, na iminência de tomar alguma decisão radical.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Amargo regresso

SPC, here I am again...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

De Como Meu Pau Fez Meu Coração Parar (parte 1)

Exatamente onze anos atrás, no dia sete de maio de 1998, meu coração parou.
Relato agora a sucessão de acontecimentos que levaram à minha EQM – Experiência de Quase Morte, e as posteriores conseqüências do ocorrido.

Tudo começou alguns dias antes, numa manhã de domingo, mais precisamente no bar Jobí, no Leblon, onde havia aportado com um amigo que, assim como eu, estava bastante embriagado. Duas moças bebiam em uma mesa no fundo do estabelecimento. Não as conhecia, mas uma delas era amiga de meu companheiro de bebedeira. No curto espaço de tempo entre tomar dois derradeiros drinques e sermos varridos para fora do bar, convenci a amiga de meu amigo a acompanhar-me até minha casa.

Lá chegando, fomos trepar. De camisinha, tudo como manda o figurino.
Até que...
Senti uma dor intensa no pau e, instintivamente, tirei-o para fora. A camisinha estava totalmente escura. Em pânico, arranquei-a de um só golpe. Era sangue. Muito sangue, que esguichava em jatos sobre a pobre moça. Desesperado, ainda fiz a ridícula pergunta – “esse sangue, é seu?” Ela, atônita, respondeu – “não, é seu...”
Saí correndo para o banheiro, deixando um rastro de pesadas gotas pelo chão de madeira. Meu quarto parecia uma “crime scene” de filme americano.

Entrei debaixo da água quente. Me esvaía em sangue, literalmente. Estava a ponto de desmaiar quando a moça, em um lance de genial presença de espírito - dadas as bizarras circunstâncias - sugeriu o óbvio: que eu ligasse a água fria. A medida surtiu efeito e, com a ajuda de uma toalha, o sangue começou a ser estancado. Eu, aturdido, tentava entender o que tinha ocorrido.
Só fui saber no dia seguinte, durante uma consulta médica.

O urologista que me examinou era um velho conhecido, o Dr. Napoleão. Ele era amigo de meu pai e havia me curado de duas gonorréias, quando eu tinha uns 15 anos.

Após um rápido exame no combalido membro, o Dr. Napoleão explicou o que tinha acontecido. Durante o fatídico coito, eu havia sofrido um rompimento do freio bálano-prepucial, o popular cabresto, uma ligação de pele similar à que todos nós temos debaixo da língua (menos aquele cara do Kiss...).
Ora, para o pau ficar duro é necessária uma vigorosa irrigação sanguinea e, no interior da membrana do freio passa uma artéria, chamada artéria frenular. Havendo rompimento, meu camarada, é sangue pra todo lado.

Perguntei o que tinha que ser feito e ele disse que era necessária uma operação de fimose, uma circuncisão. Quis saber como era o procedimento, e ele me explicou que “o normal, o que fazem por aí, é com anestesia local, uma injeção na cabeça do pau”, já estava ficando verde, quando ele arrematou – “já o que eu faço é diferente, eu uso anestesia peridural, da cintura para baixo, e faço uma plástica no pau”. Impressionado com as palavras e o conhecimento catedrático do Dr. Napoleão, ainda indaguei se não havia como dar uma aumentadinha.

Saí do consultório com a cirurgia marcada para dali a quatro dias, feliz diante da possibilidade de ter um pau novinho em folha.

(continua amanhã)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Um Ano No Mundo

Este projeto já tem um nome provisório e uma marca provisória, feita pela Clara Tarran - minha amiga mais linda e marrenta.


terça-feira, 5 de maio de 2009

V for Verônica

Uma de minhas poucas leitoras deixou um comentário muito significativo que transcrevo abaixo.

"Samir, eu sou mochileira. Tava pesquisando e escrevendo sobre Volta ao Mundo qdo encontrei seu blog. Meu, você pretende viajar em qual categoria? A, B, M, ou F...? Pelo q vi nos seus primeiros posts, a viagem tá com um valor muito alto. Iria uma equipe com vc? Já pensou em fazer um Lonely Planet de verdade, sem apoio? Tudo bem, vc podia ter alguém aqui te respaldando, mas acho q dá pra vc fazer uma viagem bem legal e divulgável de uma forma mais possível à população. Algo que alguém visse e dissesse, "pô, eu tenho essa grana! É só vender meu carro!" Fica até mais atraente. Bom, só queria dizer. Tô torcendo pra q dê certo seu projeto. V for Verônica "

Antes de responder à moça, dei uma investigada e descobri que ela tem um blog sensacional chamado "Viaje que te ajuda!".

Bem, Verônica, primeiramente devo dizer que sinto-me extremamente lisonjeado por seu acompanhamento deste projeto. Também devo dizer que estou em crise com tudo isso, justamente em questões relativas à obtenção de grana para a viagem e tal. Eu não sou um mochileiro comme il faut. Apesar de ser durango, prefiro mil vezes um hotel cinco estrelas a um albergue. O que não quer dizer que eu não ficaria em um albergue, ou mesmo no meio da rua, se for o caso. Tudo vale a pena quando o assunto é sair por aí, mundo afora. Eu imagino minha viagem como um grande projeto artístico fundamentado na própria experiência pessoal de fazer a viagem em si, e na produção de conteúdo durante o trabalho. Sim, encaro isso como um trabalho, mas, apesar de ser fudido, luto há muitos anos para poder fazer o que gosto e portanto, não trabalhar, afinal de contas Confúcio já dizia que o homem que faz o que gosta, não trabalha.

Justamente por ser um projeto artístico, a viagem está prevista para ser realizada ao longo de um ano, começando em 1º de janeiro e terminando em 31 de dezembro. Quero explorar meu próprio sentimento de solidão, euforia e exaustão durante este período. Daí o projeto de fazer um planejamento extremamente minucioso da viagem, deixando muito pouco espaço para mudanças de plano repentinas, causadoras que seriam de um verdadeiro efeito dominó, como já comentei aqui no blog.

Vou viajar sozinho. Sou o próprio cavalo em que monto. Sou minha própria equipe, filmando, fotografando e escrevendo diariamente. Estarei coletando material para duas exposições, escrevendo um blog, escrevendo um livro e realizando um pequeno vídeo a cada semana (gravando, editando e transmitindo para exibição).

Sobre grana...
Não tenho mais carro, dei ele pro meu irmão na enésima vez em que fui achacado pela polícia.
Eu acho super válido, e penso na possibilidade de viajar sem grana. Ocorre que muito do conteúdo que eu pretendo produzir na viagem (exposições, peças para TV, etc.) é similar a projetos que realizei remuneradamente nos últimos anos. Já tive um blog num site com um milhão de acessos por dia (Globo On Line), um programa de TV (Essa História Dava Um Filme - Multishow), fiz exposições em espaços importantes (Oi Futuro, CCBB) e galerias de arte.
Sendo assim acho que eu tenho alguma chance de conseguir um apoio.
Acho, pois essas coisas são muito imprevisíveis.

Apesar de não ter publicado a rota completa aqui, eu já tenho um esboço para os 365 dias. São 57 países, não é brincadeira. Muitas coisas caras estão previstas, como uma ida às Ilhas Galápagos, uma excursão ao Alaska para ver a Aurora Boreal, acima do círculo polar Ártico, o Expresso Transmanchuriano entre Moscou e Pequim, uma visita às Ilhas Cook, no Pacífico, um passeio de balão na África, etc, etc, etc.
Se eu deixaria de ir por não ter grana para ter todos esses "highlights"? Claro que não! Agora, minha proposta é fazer um planejamento minucioso que inclua tudo isso. Ainda nem comecei a orçar o projeto, mas pretendo ter um valor real para o empreendimento, e tentar arrumar essa grana. Se não conseguir, parto para um plano B, como escrevi aqui poucos dias atrás.

Eu acabei de ler um livro maravilhoso, que eu já tinha há muitos anos, mas só agora pude lê-lo de cabo a rabo: "O Último Lugar Da Terra". de Roland Huntford (Cia das Letras). O livro conta a competição entre Amundsen e Scott pela conquista do Pólo Sul. Em suas 700 páginas, é traçado um paralelo entre a preparação e a determinação nórdica de Amundsen, e a velha fleugma britânica de Scott. Preparação, conhecimento, estratégia. É assim que eu pretendo fazer essa viagem.

Tenho 39 anos. Vi que você tem 35. Não tenho mulher, nem filhos. Imagino que você também não tenha filhos...
"Nada me prende a nada. Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo." Esses versos de Álvaro de Campos são uma quase verdade na minha vida. Comecei a perceber que sim, estou preso a pelo menos uma coisa, à minha própria carreira. Essa viagem, portanto, além de todo o caráter de uma verdadeira epifania, não pode estar dissociada de meu trabalho. Como meu trabalho diz respeito à minha própria experiência pessoal, basta partir, desde que dentro de um fundamento profissional que acaba fundindo-se com o próprio desejo pessoal de ter essa experiência única.

Vinha sendo muito tentado a simplificar e minimizar a viagem que eu idealizei. Agora, tomei a decisão de ir até o fim no planejamento dessa viagem "ideal", mesmo que nunca a realize.
Se, de fato, a viagem planejada e preparada neste blog não acontecer, no mínimo terei um livro chamado "Preparativos Para Uma Viagem De Volta Ao Mundo".

E a partir daí, quem sabe não vou fazer outra viagem de volta ao mundo?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Em breve: Bomba!


Não tardarei a detonar uma bomba aqui neste blog.

Quem viver verá!

domingo, 3 de maio de 2009

Domingo na Serra

Nada para fazer, a não ser pensar na puta da minha vida...

sábado, 2 de maio de 2009

Breve viagem

Estimados leitores,

Viajo hoje para Secretário, aqui perto, no estado do Rio.

Volto segunda. Lá, vou tentar pensar na vida.

Amanhã tento escrever alguma coisa.

Aliás, ninguém comentou nada sobre meus atuais dilemas em relação à este projeto...

Oh, mundo cruel!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí!



Essa porra aqui vai virar uma quitanda na Rua da Alfândega!

Arrumou, levou!

É o meu sangue de árabe comerciante safado, falando mais alto!

Qualquer um que arrumar qualquer dinheiro para este projeto leva uma comissão (à combinar...)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

11 maneiras de arrumar dinheiro (rapidamente) para este projeto:

  1. Roubar um banco
  2. Ganhar na loteria
  3. Arrumar uma mulher rica e aplicar o golpe do baú
  4. Vender a alma ao diabo
  5. Pedir um empréstimo no banco (com os maiores juros do mundo)
  6. Entrar nas leis, correr atrás de captação e ficar com o cú na mão esperando os trâmites da burocracia cultural oficial
  7. Vender o blog da viagem para algum portal de internet.
  8. Vender interprogramas (vídeos de um a quatro minutos) realizados semanalmente durante a viagem, totalizando 52 peças audiovisuais
  9. Arrumar dinheiro adiantado em uma editora para dois livros. Primeiramente o livro "Preparativos Para Uma Viagem de Volta ao Mundo", a partir do que escrevo neste blog, com lançamento no final deste ano. Posteriormente, o livro da viagem em si. Conseguir adiantamento em editoras pode ser mais difícil que o item 1, roubar um banco.
  10. Fazer uma pré venda dos vídeos que integrarão a exposição "Who Are You", oferecendo um grande desconto e outras vantagens para quem comprar in advance. (ainda estou elaborando esta estratégia, que será explicada em breve)
  11. Fazer um leilão de arte contemporânea, nos moldes dos leilões dA Organização, com parte da renda da venda das obras revertendo para este projeto.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Money

Ontem tive uma importante reunião com uma possível empresa patrocinadora deste projeto. Foi muito bom e bastante frustrante, ao mesmo tempo.
É simples entender a frustração, mesmo quando uma empresa interessa-se por seu projeto e quer colocar dinheiro nele, o trâmite burocrático para aprovação via leis de incentivo é brutal. Os patrocinadores, rarissimamente fazem um cheque e mexem no chamado "dinheiro bom", a grana que está lá na conta da empresa e que ela gasta como quiser. 99,99% das vezes, a grana só sai via lei de incentivo, através de renúncia fiscal.

Pois bem, a morosidade desse processo é enorme, gerando, muitas vezes, situações Kafkianas. Eu mesmo passei por isso quando, dois anos atrás, fiz uma video instalação e a grana só saiu depois que ela já estava desmontada. Me virei, adiantando uma pequena parte do próprio bolso, tendo que aguentar a fúria dos fornecedores que receberam com imenso atraso.

Essa viagem não dá para fazer assim.

Sendo realista, preciso da grana em outubro, novembro no máximo.

Será possível?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Nova rota para a América do Norte - parte 3

Chegamos ao final de nossa nova Rota pelas Américas.

O finalzinho é assim:

24/03 - Nova York - Toronto (American 4766 - JFK 12:15 / YYZ 13:54)
25/03 - Toronto
26/03 - Toronto
27/03 - Toronto
28/03 - Toronto - Montreal (Air Canada AC418 - YYZ 16:00 / YUL 17:13)
29/03 - Montreal
30/03 - Montreal
31/03 - Montreal - Lisboa (American 4744 - YUL 17:00 / JFK 18:50 *** KLM KL0644 - JFK 22:10 / AMS 11:20 *** KLM KL1693 - AMS 12:20 / LIS 14:20)

1º de abril, o início da parte européia desta viagem. Conseguimos suprimir 15 dias da rota inicial panamericana. Mais duas semanas na Europa, por supuesto.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nova rota para a América do Norte - parte 2

Estou em Los Angeles, de onde parto com o enigmático Mr. Lima rumo à uma viagem de costa a costa pelos Estados Unidos, de carro.

05/03 - Los Angeles - Las Vegas
06/03 - Las Vegas
07/03 - Las Vegas - Salt Lake City
08/03 - Salt Lake City - Yellowstone Park, Wyoming
09/03 - Yellowstone Park - Billings (Little Big Horn), Montana
10/03 - Billings - Rapid City (Mount Rushmore), South Dakota
11/03 - Na estrada para Chicago
12/03 - Chicago
13/03 - Chicago - Saint Louis
14/03 - Saint Louis - Memphis
15/03 - Memphis - New Orleans
16/03 - New Orleans
17/03 - New Orleans - Washington DC
18/03 - Na estrada para Washington DC
19/03 - Washington DC
20/03 - Washington DC - Nova York
21/03 - Nova York
22/03 - Nova York
23/03 - Nova York

domingo, 26 de abril de 2009

Nova rota para a América do Norte - parte 1

Voltamos à rota, do ponto onde havíamos parado, ora pois, pois!!!

26/02 - Cidade do México - Los Angeles* (Mexicana MX900 - MEX 07:50 / LAX 10:00)
27/02 - Los Angeles - Fairbanks, Alaska (Alaska Airlines 461 - LAX 13:30 / SEA 16:19 *** Alaska Airlines 128 - SEA 17:20 / FAI 20:12)
28/02 - Fairbanks - Coldfoot (Tour para ver a aurora boreal, acima do Círculo Polar Ártico)
01/03 - Coldfoot
02/03 - Coldfoot - Fairbanks
03/03 - Fairbanks - Los Angeles (Alaska Airlines 128 - FAI 01:20 / SEA 05:46 *** Alaska Airlines 452 - SEA 07:00 / LAX 09:38)
04/03 - Los Angeles

* No dia 26/02 pernoitamos em Los Angeles, antes da viagem ao Alaska. Tempo de resolver qualquer pepino e comprar roupas de frio. Depois do Alaska, no dia 03/03, volto à L.A para os preparativos de nossa viagem coast to coast por terra, tema de nosso post de amanhã.

sábado, 25 de abril de 2009

Interrompemos nossa programação para um comunicado de suma importância:

Faremos uma pausa em nossa rota pelas américas, para algumas divagações sobre a Europa.
  1. Estou meio embriagado. Nessas horas, muitas vezes, tomo as melhores decisões.
  2. Estou limando vários países europeus.  Consegui, não sem queimar alguns neurônios, reduzir em 15 dias a rota pelas Américas. Por conseguinte, chegamos a um total de 90 dias na Europa. A situação melhorou, mas ainda pede decisões firmes.
  3. Mais tempo em cada lugar, logo, menos lugares. Esse é o novo lema.
  4. Localidades não contempladas nesta viagem de volta ao  mundo poderão o ser, quem sabe, numa próxima.
  5. Adeus Zurique
  6. Adeus Viena
  7. Adeus Sarajevo
  8. Adeus Bucareste
  9. Adeus Hamburgo
  10. Adeus Copenhaguem
  11. Adeus Estocolmo
  12. Adeus Edimburgo
  13. Adeus Varsóvia
Amanhã, o fim da rota pela América do Norte.

ATENÇÃO, ATENÇÃO!

Mais um comunicado de última hora! Helsinque acaba de ser limada do mapa! (05:00 da manhã)

 14. Adeus Helsinque


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Nova rota para a América Central e México

Agora que adentramos a América Central, algumas mudanças importantes. A Guatemala dançou. Uma pena, mas limitaremos ao sul do México nossa visita aos vestígios da civilação Maia. Da mesma forma a região de Oaxaca - no mesmo México, foi pro saco.

Até o momento está assim:

09/02 - Cidade do Panamá - Kingston, Jamaica (Copa CM418 - PTY 12:30 / KIN 14:14)
10/02 - Kingston
11/02 - Kingston
12/02 - Kingston
13/02 - Kingston - Havana (Copa CM417 - KIN 17:38 / PTY 19:28 *** Copa CM230 - PTY 20:42 / HAV 23:17)
14/02 - Havana
15/02 - Havana
16/02 - Havana
17/02 - Havana
18/02 - Havana -Tuxtla Gutiérrez / Chiapas, México (Copa CM295 - HAV 06:20 / PTY 08:55 *** Copa CM447 - PTY 09:51 / MEX 12:31 *** Mexicana MX7931 - MEX 13:45 / TGZ 15:10)
19/02 - Chiapas
20/02 - Chiapas
21/02 - Chiapas
22/02 - Tuxtla Gutiérrez / Chiapas - Cidade do México (Mexicana MX7926 - TGZ 13:15 / MEX 14:50)
23/02 - Cidade do México
24/02 - Cidade do México
25/02 - Cidade do México

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Nova rota para a América do Sul - parte 3

Prosseguindo na rota, sem mudanças nesta fase.

01/02 - Quito - Bogotá (Avianca AV48 - UIO 11:20 / BOG 12:45)
02/02 - Bogotá
03/02 - Bogotá
04/02 - Bogotá - Cartagena (Avianca AV9546 - BOG 13:15 / CTG 23:28)
05/02 - Cartagena
06/02 - Cartagena
07/02 - Cartagena - Cidade do Panamá (Avianca AV9759 - CTG 11:25 / BOG 12:45 *** Avianca AV60 - BOG 14:20 / PTY 15:58)
08/02 - Cidade do Panamá

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Nova rota para a América do Sul - parte 2

Nesta segunda parte eliminamos a visita ao lago Titicaca e à Lima. Não irei mais para Copacabana, Bolívia, nem para Puno, Peru. Fica de fora também Lima, a capital do Peru, cidade que já conheço e que não tem muita graça.
A principal razão de limar Lima poderia ser este trocadilho. Porém, a complexa operação de chegada às Ilhas Galéapagos é que acabou motivando a supressão de Lima.

Ficou assim:

21/01 - La Paz - Cusco (Aero Sur 5L450 - LPB 08:10 / CUZ 08:05)
22/01 - Cusco / Machu-Pichu / Cusco
23/01 - Cusco - - Arequipa (Lan LP111 - CUZ 13:15 / AQP 15:30)
24/01 - Arequipa
25/01 - Arequipa - Guaiaquil (Lan LP116 - AQP 05:45 / LIM 07:15 *** Lan LA2630 - LIM 11:10 / GYE 13:10)
26/01 - Guaiaquil - Galápagos (Aero Gal 2K 32 - GYE 10:00 / GPS 10:40)
28/01 - Galápagos
27/01 - Galápagos
29/01 - Galápagos
30/01 - Galápagos - Quito (Aero Gal 2K 35 - GPS 13:00 - UIO 17:15)
31/01 - Quito

terça-feira, 21 de abril de 2009

Nova rota para a América do Sul - parte 1

Chegamos à hora da verdade.
Uma nova rota para as américas fez-se necessária para a obtenção de um ganho de mais duas semanas na Europa.

Numa comparação com a rota européia, distorções gritantes acabaram aparecendo, tais como nove dias no México e apenas cinco na Alemanha, entre várias outras.

Como grande novidade, sempre que possível colocaremos a companhia aérea, o horário e o número do voo em cada deslocamento. Obviamente, isso pode mudar no ano que vem, mas estou tentando fazer a simulação mais realista possível.

A principal alteração nesta primeira parte da rota para a América do Sul é a supressão do sul do Chile. Não vou mais para Puerto Natales, nem para Punta Arenas. De El Calafate, Argentina, vou direto para Santiago, Chile.

Vamos lá:

01/01 - Rio de Janeiro - Buenos Aires (Gol 8616 - GIG 10:15 / EZE 13:45)
02/01 - Buenos Aires
03/01 - Buenos Aires
04/01 - Buenos Aires - El Calafate (Lan LA4440 - AEP 05:00 / FTE 08:11)
05/01 - El Calafate
06/01 - El Calafate - Ushuaia (Lan LA4440 - FTE 09:00 / USH 10:17)
07/01 - Ushuaia
08/01 - Ushuaia
09/01 - Ushuaia - Santiago (Lan LA4440 - USH 11:05 / AEP 14:33 *** Lan LA480 - EZE 22:00 / SCL 23:20)
10/01 - Santiago
11/01 - Santiago
12/01 - Santiago - San Pedro de Atacama (Lan LA324 - SCL 07:00 / ANF 09:00)
13/01 - San Pedro de Atacama
14/01 - San Pedro de Atacama
15/01 - San Pedro de Atacama - Uyuni (Carro)
16/01 - Estrada para Uyuni
17/01 - Estrada para Uyuni
18/01 - Uyuni
19/01 - Uyuni - La Paz (Trem até Oruro e ônibus até La Paz)
20/01 - La Paz

Na descrição dos voos primeiro vem a companhia aérea seguida do número do voo, e logo depois o código e os horários dos aeroportos de partida e chegada.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Indo à loucura

Estou indo à loucura.
Além da reformulação da rota, comecei a pesquisar como chegar de um lugar ao outro, definindo os voos e começando a fazer um planejamento em função dos horários de chegada e saída de cada localidade.
Esse esforço também está servindo para obter um orçamento real dos deslocamentos.

domingo, 19 de abril de 2009

Transcrição de parte de uma conversa no Facebook, ocorrida esta noite.

(...)

9:28pmCristina

sim. inevitável nesses casos
mas tendo a ficar mais tranquila quando noto recíproca
vc sabe como eh

9:29pmSamir
eu tô resolvendo minha vida, ou melhor
o resto dela

9:30pmCristina
e eu preciso justamente disso no momento... focar na minha vida... no trabalho, no meu filho... mas aí, a vida te apronta uma surpresa que transcende a impermanência dessa mesma vida
afe
ta foda
RS

9:32pmSamir
ah, não é assim também

9:32pmCristina
pra mim é

9:32pmSamir
comigo, o que não dá mais é pra viver relacionamento neurótico
brigas mil e o caralho

9:32pmCristina
claro que não
aí a coisa perde o sentido

9:33pmSamir
é muita sacanagem comigo mesmo se eu deixar isso rolar

9:33pmCristina
vc não vai deixar

9:33pmSamir
na minha vida, e eu penso nela sem parar

9:33pmCristina
tu é macaco véio no campo das neuroses

9:33pmSamir
existe um marco, uma epifania, e eu vivo a ansiedade desse momento epifânico
cara, imagina como tá minha cabeça em relação à esse projeto de viagem
eu já entrei num processo psicológico muito sério
que engloba
distanciamento
planejamento
dificuldades
e
solidão
por um ano
um ano que talvez muito poucas pessoas no mundo tenham tido

9:35pmCristina
eu só vivencio momentos epifânicos quando me apaixono
tudo fica claro e sem nuances
acho que exige muita coragem se distanciar dessa forma
um ano inteiro...

9:36pmSamir
eu tenho lido algumas coisas sobre grandes conquistas, Amundsen e outros

9:36pmCristina
ao mesmo tempo, muito tentador
concluiu o q dessas leituras?

9:37pmSamir
existe um momento de síntese, que também pode ser lido como uma pulsão incontrolável
e que passa por um mergulho interior muito profundo, pra tentar segurar a onda
onde concluo que minha vida nunca mais será a mesma
aconteça o que acontecer
e essa perspectiva é maravilhosa e aterradora ao mesmo tempo
agora aplique isso numa pessoa que tem emoções muito exacerbadas
uma certa bipolaridade controlada na marra, na análise, sem remédios
Ontem eu comecei a mudar minha rota toda
adicionando dados novos como conexões de vôos, horários, etc.
e tendo que limar 15 dias na rota pelas américas.

9:41pmCristina
quando sinto q a imersão está ficando profunda demais, acabo por conter o processo.... muito complicado isso de se entregar
a mergulhos interiores

9:41pmSamir
Estou construindo uma estrutura de dominós com 365 peças
365 dias

9:42pmCristina
planejar essa viagem, será de suma importância no processo
visualizar a viagem
sentir a viagem antes de chegar

9:42pmSamir
o que acontece é que eu acabei tendo uma vida sem vínculos imensos, como filhos, propriedades, negócios, etc.

9:42pmCristina
365 dias...
dificilmente haveria viagem se não fosse assim

9:43pmSamir
um dia que eu mudo na rota, um dominó reposicionado na estrutura, significa uma mudança geral

9:43pmCristina
vc sem amarras...
cada peça esta fundamentalmente ligada a outra

9:43pmSamir
mesmo que, apenas uma hipótese, eu não realize essa viagem,

9:44pmSamir
esse processo, em apenas poucos meses, criou marcas indeléveis em mim

9:45pmCristina
claro
o processo como meio de transformação

9:45pmSamir
e meio de criar algo
se eu não viajar, ou mesmo se eu viajar,
poderá existir o livro "Preparativos para uma viagem de volta ao mundo"
com essa loucura toda

9:47pmCristina
os textos do blog?

9:47pmSamir
e outras reflexões,
talvez até essa conversa nossa agora...

9:48pmCristina
aliás, faz algum tempo que não acesso seu blog

9:48pmSamir
deveria,
as coisas vão começar a ficar mais animadas agora

9:49pmCristina
darei uma passada por lá daqui a pouco...
meu filho reivindica o direito de usar seu computador....
preciso ir
depois falamos...

9:50pmSamir
posso publicar essa conversa, sem falar seu nome, no blog?

9:50pmCristina
se vc acha que tem alguma relevância....

9:51pmSamir
vou tentar,

9:51pmCristina
ok

9:51pmSamir
depois te aviso.

9:51pmCristina
até mais
bjbjbj

9:51pmSamir
beijo



Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem a Veneza - capítulo final

sábado, 18 de abril de 2009

Efeito dominó



Redefinir a rota está virando uma tarefa quase insana
que ainda vai se repetir por muitas e muitas vezes.



Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem a Veneza - parte 9

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Tá foda...

Acabo de ficar quase três horas tentando eliminar 15 dias da rota pelas três américas. Tive o auxílio luxuoso de minha amiga Bia Casotti.

Já consegui limar 10 dias.
Amanhã chego às decisões finais.


Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem a Veneza - parte 8

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mudanças Substanciais

Prezados leitores,

Cheguei à conclusão de que é necessário fazer uma mudança estrutural na rota pelas Américas, a fim de ganhar mais dias na Europa.

A partir de amanhã, será feita uma grande reorganização.

A lima atacará novamente.


Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem a Veneza - parte 7

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Oslo e Helsinque

Ninguém comentou nada aqui neste blog, mas a enquete bombou no Facebook.
Segundo os comentários no FB, as melhores opções são Oslo e Helsinque.
Na verdade, deu mesmo foi Helsinque na cabeça. Mas, eu não posso me furtar a conhecer a terra do grande Amundsen, o conquistador do Pólo Sul.

Sendo assim, Oslo e Helsinque.

Bacalhau e arenque!


Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem a Veneza - parte 6

terça-feira, 14 de abril de 2009

Em compasso de espera

Sigo esperando sugestões para o dilema nórdico.
Acabo de colocar a questão também no Facebook.


Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem a Veneza - parte 5

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dilema nórdico

Um pequeno dilema de proporções nórdicas.
Das quatro cidades abaixo - Copenhaguen, Oslo, Helsinque e Estocolmo - eu só posso ficar quatro dias em uma delas, ou dois e meio em duas delas.

O que você faria?


Copenhaguen


Oslo


Helsinque


Estocolmo


Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem a Veneza - parte 4

domingo, 12 de abril de 2009

Rota definitiva para a Europa - parte 2

Retomamos, agora, do ponto onde havíamos parado.
Saio de Montecarlo no sábado, 15 de maio de 2010, com destino à Roma. A partir daí a lima volta à atacar sem perdão.
Anunciamos, com pesar, a supressão de Milão e Zurique.

Bem, vamos ao que interessa:

16/05 - Roma
17/05 - Roma
18/05 - Roma
19/05 - Roma
20/05 - Roma - Florença
21/05 - Florença
22/05 - Florença - Veneza
23/05 - Veneza
24/05 - Veneza - Amsterdã
25/05 - Amsterdã
26/05 - Amsterdã
27/05 - Amsterdã
28/05 - Amsterdã
29/05 - Amsterdã

A partir daí chegamos aos países nórdicos, onde deparamo-nos com mais uma difícil escolha. Dos cinco países, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, só tenho tempo hábil para uma ou duas paradas (no caso de duas, a jato...). De cara elimino a Islândia, por razões geográficas - já estamos longe demais de Reyjavick.

Sobram ainda quatro opções: Copenhaguen, Oslo, Helsinque e Estocolmo.
Estamos aqui, empacados, à espera de sugestões.


Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem a Veneza - parte 3

sábado, 11 de abril de 2009

Je suis fatigué

Amanhã, Rota para Europa, parte 2.

Au revoir!


Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem a Veneza - parte 2

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Veneza

Em 2007 eu fui para a Bienal de arte de Veneza, ao encontro de meus amigos do projeto Morrinho. Na ocasião eu escrevia um blog no Globo Online.

Como estou no planejamento da fase européia desta viagem, resolvi reeditar os posts desta viagem a Veneza. A partir de hoje e pelos próximos dias, independentemente do assunto abordado, existirá o link para as aventuras em Venezia.



Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem a Veneza - parte 1

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Cassinos

Eu gosto de cassinos e os cassinos gostam muito de mim.

Sempre que eu viajo para algum lugar onde o jogo é liberado, vou ao cassino. Já levo minha verba de jogatina separada. Invariavelmente, ela acaba estourada. É, eu perco quase sempre, numa proporção de sete para um, ou seja, a cada sete incursões de ludofilia explícita, ganho uma vez apenas.Um tio meu sempre diz que "o jogo é o pior dos vícios". Ele tem uma certa razão.

Dos 230 países do mundo, 147 têm o jogo legalizado.
Peligroso, muy peligroso.


Vou comprar um terno em Monte Carlo, para perder com classe!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Aí do lado

Estimados leitores,

A partir de hoje a Rota Definitiva (até o momento...) está publicada no lado direito desta página, logo abaixo do meu esquisito perfil.

Como o nome sugere, a rota será atualizada à medida em que este planejamento avançar estando sujeita a alterações de última hora.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Rota definitiva para a Europa - parte 1

Recapitulando, chego em Lisboa na manhã do dia 16 de abril de 2010, vindo de Montreal, Canadá. A partir daí, sigo o seguinte cronograma:

16/04 - Lisboa
17/04 - Lisboa
18/04 - Lisboa
19/04 - Lisboa - O Porto
20/04 - O Porto
21/04 - O Porto - Madri
22/04 - Madri
23/04 - Madri
24/04 - Madri - Granada
25/04 - Granada
26/04 - Granada - Barcelona
27/04 - Barcelona
28/04 - Barcelona
29/04 - Barcelona - Dublin
30/04 - Dublin
01/05 - Dublin
02/05 - Dublin - Londres
03/05 - Londres
04/05 - Londres
05/05 - Londres
06/05 - Londres
07/05 - Londres
08/05 - Londres - Paris
09/05 - Paris
10/05 - Paris
11/05 - Paris
12/05 - Paris
13/05 - Paris -Montecarlo
14/05 - Montecarlo
15/05 - Montecarlo - Roma

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Esboço de uma Rota para a Europa - parte 1

Depois de nossa enquete popular, a primeira parte da rota pela Europa fica assim:

Lisboa
O Porto
Madri
Granada
Barcelona
Dublin
Londres
Paris
Montecarlo

Amanhã, o começo de uma programação dia a dia desta primeira fase européia

domingo, 5 de abril de 2009

Farewell to Scotland

Pensei em começar este post sobre a exclusão de Edimburgo com o título bombástico e piegas de "Saudades de um lugar que eu nunca fui", ou coisa que o valha.

Sou um sentimental, acima de tudo. E a Escócia faz parte de minha vida desde quando eu tinha três anos de idade e - secretamente, comia o gelo que sobrava no copo de whisky do meu pai.

O tempo passou e desde sempre venho contribuindo bravamente para o aumento do PIB escocês.

Constato, não sem uma certa dose de apreensão, que acabaram ficando de fora de minha rota os dois únicos países fabricantes do legítimo whisky escocês, a Escócia e o Paraguai.



O consolo é que se encontra whisky em qualquer espelunca mundo afora, do escocês ou do paraguaio.

Chears!!

sábado, 4 de abril de 2009

Dublin na cabeça

Encerrada a votação, eis o resultado oficial;
Apurados 100% dos votos, Dublin recebeu 16 e Edimburgo apenas 3 dos votos válidos.
Portanto, partirei de Barcelona diretamente para Dublin, e de lá para Londres, sem passar por Edimburgo.
Oh, well...



Em Dublin vou tomar um irish whiskey com o velho James...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Edimburgo subiu no telhado...



Edimburgo está perdendendo de lavada para Dublin.

A votação se encerra amanhã, às 23:59.

Vote!!!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Para quem ainda não se decidiu...

Dublin x Edimburgo - Irlanda x Escócia

Alguns subsíduos para ajudá-lo nesta difícil escolha, caro leitor:




Irlanda



Escócia



Irlanda



Escócia



Dublin



Edimburgo


Vote aí do lado, no canto superior esquerdo da página.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Embates óbvios

Como escrevi ontem, temos que limar, sem choro nem vela, vários destinos na Europa.

Qual um torneio de futebol, organizei alguns óbvios embates, no sistema mata-mata.

O primeiro é Dublin x Edimburgo.

Sendo o primeiro da série, resolvi abrir uma enquete popular. O que não quer dizer que isso ocorrerá nos próximos "matches'.

A cidade preferida pelos leitores será incorporada oficialmente à rota, em detrimento da perdedora.

O escrutínio fica aberto até as 23;59 do dia 04 de abril, sábado próximo.
Para votar, dirija-se ao canto superior direito desse blog.

Contamos com sua participação.

terça-feira, 31 de março de 2009

Primeira seleção européia

Estimados leitores,

Apesar de já ter dito aqui várias vezes que minha passagem pela Europa seria diferente de todo o resto da rota ao redor do globo, achei por bem fazer um planejamento mais minucioso, ainda que passível de mudanças ao longo do caminho.

Nos próximos posts pretendo dividir minhas angústias e minha ignorância com você, caro leitor, tentando estabelecer um rumo interessante e factível para minhas andanças pelo Velho Mundo.

De cara assinalei um monte de lugares que me interessam. Obviamente não há tempo hábil para cumprir tal trajeto em apenas dois meses e meio. Optei por começar no exagero e ir limando aos poucos. De cara já rodadam Malta, Varsóvia, Helsinque e Sarajevo.

Segue a primeira lista:

  1. Lisboa
  2. O Porto
  3. Madri
  4. Granada
  5. Barcelona
  6. Dublin
  7. Edimburgo
  8. Londres
  9. Paris
  10. Monte Carlo
  11. Roma
  12. Florença
  13. Veneza
  14. Milão
  15. Zurique
  16. Amsterdã
  17. Oslo
  18. Estocolmo
  19. Kopenhaguen
  20. Hamburgo
  21. Berlim
  22. Praga
  23. Viena
  24. Budapest
  25. Zagreb
  26. Atenas
  27. Tessaloniki (ou outra cidade ou ilha grega)
  28. Istambul
  29. Bucareste
  30. São Petesburgo
  31. Moscou

É necessário eliminar pelo menos sete destinos, senão estarei fazendo minha própria excursão Vovó Stella - 20 países em 15 dias...

Sugestões são bem vindas.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Retomando a rota

Após um período onde este blog tergiversou por vários assuntos alheios ao planejamento objetivo desta viagem de volta ao mundo, retomaremos amanhã nossa rota, agora pelo continente europeu.

domingo, 29 de março de 2009

Le Cou

sábado, 28 de março de 2009

O insuportável, é que nada é insuportável. (A. Rimbaud)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Da janela da minha casa

quinta-feira, 26 de março de 2009

Uma brisa de desespero

Vai-se o terceiro mês deste ano de 2009.

Começo a sentir intensamente as consequências práticas e psicológicas deste projeto de volta ao mundo.

O tipo de vida que levo - sem carteira assinada, sem garantia de porra nenhuma, obriga-me a fazer escolhas cruciais de tempos em tempos. Também é este tipo de vida que me mantém vivo dentro de algum grau de sanidade.
Para mim não é novidade estar em constante zigue-zague por entre múltiplas possibilidades de epifanias.
O fato novo é o tempo, a antecedência, a data da partida.

Imagine, caro leitor, todas os aspectos práticos e minúcias dessa insana empreitada. Junte isso ao fato de estar realizando outros projetos concomitantemente, além de ter que garantir o argent de poche (que não é pouco...) pra pagar minhas contas.

Eu estou bolando uma estratégia de viabilização financeira deste projeto que, em breve, será explanada aqui neste blog. Posso adiantar que é uma estratégia pouco ortodoxa, uma vez que é remota a possibilidade de conseguir dinheiro com a antecedência necessária através de patrocínios via leis de incentivo e afins.

É justamente pela heterodoxia do método de obtenção de recursos que vou tentar implantar que resolvi me garantir pelas vias mais normais. Hoje liguei para a gerente do meu combalido banco. Pedi um empréstimo de cem mil Reais. Ela disse que para emprestar cem mil o banco exigia muitas garantias mas que, de repente, ela poderia conseguir me emprestar 50 mil.

Alguém aí conhece outro gerente de banco?

quarta-feira, 25 de março de 2009

"Aos que gostam de abismos, é preciso ter asas."


Friedrich Nietzsche

terça-feira, 24 de março de 2009

Uma estranha cidade

Estou em São Paulo.
Apesar de ter pessoas muito queridas aqui, além de quase todos meus familiares, sempre sinto-me meio estranho nesta cidade.

Há muito perdi a conta das vezes em que tinha combinado jantar, beber, colocar o papo em dia com um velho amigo paulista e acabei voando para o aeroporto a tempo de pegar o último vôo para casa.

Minha prima Clarisse, sempre que vou pra SP, deixa o quarto de hóspedes preparado e perfumado para mim. Eu, que não chego aos pés da elegância dela, ligo de Congonhas, de dentro do avião, às vezes do Santos Dumont e ela já atende o telefone rindo enquanto eu, enrubescido, peço desculpas.

Não deixa de ser uma forma de matar as saudades...

segunda-feira, 23 de março de 2009

São Ulo

domingo, 22 de março de 2009

Caranguejo-ermitão

Hoje, decorridos 81 dias do corrente, constatei que não saí do Rio de Janeiro nenhuma vez este ano.

Pode parecer paradoxal, mas no fundo sou meio ermitão, como esse caranguejo aí embaixo.



Amanhã vou para São Paulo e volto no dia seguinte.
Big fucking deal.

sábado, 21 de março de 2009

Mundo Animal

sexta-feira, 20 de março de 2009

Uma medíocre reflexão sobre as vantagens da vida nômade



A maior vantagem de ser nômade é não ter vizinhos.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Spanish Bombs

De Portugal, vou para a Espanha.



Spanish songs in Andalucia,
the shooting sites in the days of ’39.
Oh, please leave, the VENTANA open.
Federico Lorca is dead and gone:
bullet holes in the cemetery walls,
the black cars of the Guardia Civil.
Spanish bombs on the Costa Rica -
I’m flying on in a DC-10 tonight.

Spanish bombs; yo te quiero infinito.
Yo te quiero, oh mi corazón.
Spanish bombs; yo te quiero infinito.
Yo te quiero, oh mi corazón.

Spanish weeks in my disco casino;
the freedom fighters died upon the hill.
They sang the red flag,
they wore the black one -
but after they died, it was Mockingbird Hill.
Back home, the buses went up in flashes,
the Irish tomb was drenched in blood.
Spanish bombs shatter the hotels.
My señorita’s rose was nipped in the bud.

Spanish bombs; yo te quiero infinito.
Yo te quiero, oh mi corazón.
Spanish bombs; yo te quiero infinito.
Yo te quiero, oh mi corazón.

The hillsides ring with “free the people” -
or can I hear the echo from the days of ’39
with trenches full of poets,
the ragged army, fixing bayonets to fight the other line?
Spanish bombs rock the province;
I’m hearing music from another time.
Spanish bombs on the Costa Brava;
I’m flying in on a DC-10 tonight.

Spanish bombs; yo te quiero infinito.
Yo te quiero, oh mi corazón.
Spanish bombs; yo te quiero infinito.
Yo te quiero, oh mi corazón,
oh mi corazón,
oh mi corazón.

Spanish songs in Andalucia:
mandolina, oh mi corazón.
Spanish songs in Granada, oh mi corazón,
oh mi corazón,
oh mi corazón,
oh mi corazón.


Joe Strummer / Mick Jones (1979)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sessão da Tarde

terça-feira, 17 de março de 2009

Essa História Dava Um Filme

A quem interessar possa: não exerço mais a função de diretor e apresentador do programa "Essa História Dava Um Filme".
Foi quase um ano e meio de trabalho na formatação e realização da série de 14 programas que foi exibida entre setembro e dezembro de 2008.

Agradeço imensamente aos artistas convidados, à Conspiração Filmes e, sobretudo, à mui leal equipe que verteu sangue, suor e lágrimas na realização dessa enorme tarefa, sofrendo, ralando, se fudendo, ganhando mal, brigando, batendo cabeça, esperneando, aguentando um psicopata como eu, mas também criando, se divertindo, bebendo, fumando e rindo pra caralho.
Sem vocês, não teríamos feito nada.

Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Vai ser foda...

Apenas dois meses e meio na Europa.
Decidir para onde ir e quanto tempo ficar em cada lugar, até seguir viagem, vai ser uma eterna escolha de Sofia.

domingo, 15 de março de 2009

Os países da Europa e suas capitais*

Albânia - Tirana
Alemanha - Berlim
Andorra - Andorra-la-Velha
Armênia - Yerevan
Áustria - Viena
Azerbaijão - Baku
Belarus - Minsk
Bélgica - Bruxelas
Bósnia e Herzegóvina - Sarajevo
Bulgária - Sófia
Chipre - Nicósia
Croácia - Zagreb
Dinamarca - Copenhague
Escócia - Edimburgo
Eslováquia - Bratislava
Eslovênia - Liubliana
Espanha - Madri
Estônia - Tallin
Finlândia - Helsinque
França - Paris
Geórgia - Tbilisi
Grécia - Atenas
Holanda - Amsterdã
Hungria - Budapest
Irlanda - Dublin
Islândia – Reykjavik
Itália - Roma
Letônia – Riga
Liechtenstein - Vaduz
Lituânia - Vilnus
Luxemburgo - Luxemburgo
Macedônia - Skopje
Malta - Valeta
Moldávia - Chisinau
Mônaco - Montecarlo
Montenegro - Pogdorica
Noruega - Oslo
País de Gales – Cardiff
Polônia - Varsóvia
Portugal - Lisboa
Reino Unido - Londres
República Tcheca - praga
Romênia - Bucareste
Rússia - Moscou
San Marino - San Marino
Sérvia - Belgrado
Suécia - Estocolmo
Suíça - Berna
Turquia - Ankara
Ucrânia - Kiev
Vaticano - Vaticano

* Esta lista é um pouco controversa. Algumas fontes colocam a Armênia, a Geórgia e o Azerbaijão como países asiáticos. Há ainda vários territórios insulares como Gibraltar, Jersey e as Ilhas Aland e países com reconhecimento parcial de soberania, como a Ossétia, Kossovo e a Abkhazia.

sábado, 14 de março de 2009

Europa



Dois meses e meio na Europa.

Onde ir?

Onde não ir?

Estou pensando...

Alguma sugestão?

sexta-feira, 13 de março de 2009

3G da Claro, que bosta!!

Se você quer retroceder dez anos, compre um 3G da Claro, garantia de Internet movida à lenha.

O único consolo que me traz o nefasto aparelho é me fazer pensar em todas as dificuldades de conexão que vou ter mundo afora.
Internet é luxo, meu camarada.

Cogitei a possibilidade de comprar um telefone via satélite, que pega em qualquer ponto do globo. Além de caro é um trambolho e há controvérsias sobre sua eficiência como transmissor de dados.

Enquanto isso sigo à passos de cágado.

quinta-feira, 12 de março de 2009

39

Hoje faço 39, no Rio de janeiro.

Ano que vem faço 40, na Cidade do México.

Estão todos convidados.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Festa



Festa amanhã, na Praça Mauá.
Sacadura Cabral 53 - Bar do Aurélio. 8pm. Do lado do Kalesa.

Espero todos lá!

terça-feira, 10 de março de 2009

Uma resolução.

Estou tendo que tomar importantes decisões profissionais nos últimos dias.

Dilemas afloram.

Eu, que sou Lacaniano - e consequentemente Freudiano, acredito que a cura vem da verbalização. Eu só consegui parar de fumar (15 anos consumindo três maços por dia) quando verbalizei que "o cigarro é meu melhor amigo, e ele morreu. Vou ter saudade dele a vida inteira, mas não há nada que eu possa fazer. É cruel, mas com o passar do tempo essa saudade diminuirá."
Bingo. Nunca mais botei um cigarro na boca.

Ontem à tarde eu recebi uma obscena proposta profissional. Fiquei deprimido e neste estado fui até a abertura de uma exposição onde encontrei amigos muito queridos e gente importante que admira o meu trabalho.
Voltando embriagado para casa tomei a resolução:

De agora em diante só trabalho onde me valorizam e com quem me valoriza.
Ponto final.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Meus pensamentos são feridas no meu cérebro.

O meu cérebro é uma cicatriz.
Eu queria ser uma máquina,
Ter pernas para andar,
Braços para tocar,
Mas sem dor - ou seja,
Sem nenhum pensamento.



Hamletmachine - Heiner Müller

domingo, 8 de março de 2009

Não quero ser o Amyr Klink

Hoje, Dia Internacional da Mulher, tive um pensamento: não quero ser o Amyr Klink.

Admiro muito o nosso explorador solitário. Uma vez filmei uma palestra dele na convenção de uma grande empresa num resort em Santa Catarina. Fiquei realmente emocionado com os relatos de suas incríveis viagens. Quando a palestra de mais de duas horas terminou minha cabeça estava cheia de reflexões sobre perseverança, planejamento e realização.
Pensava em tudo isso enquanto me dirigia ao banheiro masculino que estava lotado. O comentário geral dos executivos e subalternos da empresa era, "pô que cara esquisito, ficar um ano sem mulher, no meio de focas, baleias e o caralho... ah, sei não..."

Pois é, vou ter que me virar pelo mundo...



L'Origine du Monde - Gustave Courbet

sábado, 7 de março de 2009

Holiday in Cambodia


Angkor Wat, Camboja.


sexta-feira, 6 de março de 2009

Da Paraíba para o mundo

Em 2003 eu fui conhecer a cidade onde eu nasci: Campina Grande, Paraíba.

Nasci lá por acaso, em 1970. Meu pai e minha mãe tinham casado há pouco tempo e ele, engenheiro, foi transferido para Campina Grande, para a construção de uma estrada unindo várias pequenas cidades do Brejo Paraibano. Aí eu nasci, a estrada ficou pronta poucos meses depois, e fomos para Manaus, onde meu bravo pai foi trabalhar na Transamazônica, a estrada que leva o nada a lugar nenhum. Era a época do milagre brasileiro, quando a ditadura fez várias obras Brasil afora. Muitos filhos de engenheiros e de milicos passaram pelo mesmo que eu, nasceram em algum inóspito recanto do país e ficaram pingando de cidade em cidade pelos anos 70, sem ter qualquer laço cultural ou de parentesco com a terra natal.

Quando eu vim morar no Rio, em 1977, depois de passar por Manaus, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo, descobri que "paraíba" era um xingamento, pelo menos na escola burguesa e nojenta onde me colocaram. Meu irmão mais novo me chantageava: "se você me bater eu vou contar na escola que você é paraíba". Eu pensava que, com tanto lugar no mundo, era muito azar ter nascido logo na Paraíba.

O tempo passou e eu comecei a achar legal ser paraibano. Nem preciso dizer que fiquei amigo de um monte de porteiros e garçons. Cheguei a ganhar algumas apostas de gente que não acreditava que um descendente de árabes, com 1,86 metros e mais de 100 quilos pudesse ser natural da Serra da Borborema.

Havia porém uma lacuna, eu não conhecia a minha cidade natal.

Em 2003 eu ganhei um prêmio da Petrobras para fazer um vídeo de cinco minutos. O meu projeto era simples. Munido de uma pequena câmera de vídeo eu desembarquei em Campina Grande sem ter ninguém me esperando no aeroporto, sem reserva de hotel, praticamente sem nenhuma informação prévia sobre o que iria encontrar, a não ser o que eu havia coletado em uma breve entrevista com meus pais, realizada uma semana antes da partida.
Na ocasião eu perguntei para eles porque tinham ido morar em Campina Grande, qual o hospital onde eu havia nascido, quem era o médico que fez o meu parto e onde era a casa que a gente morava.
Munido dessas informações pescadas no fundo da memória de minha mãe e meu pai, 33 anos depois desembarquei em Campina Grande para uma estada de seis dias.



Quando voltei da Paraíba fiz o curta de cinco minutos para a Petrobras, já sabendo que o material gravado na viagem (17 horas ao todo) renderia um produto maior. Comecei então o processo de editar um longa-metragem.

Esta semana recebi uma boa notícia, ganhamos o edital do OI Futuro para finalização e lançamento do filme.
"O Paraíba" terá sua estréia ainda este ano.

De certa forma o processo de realização deste trabalho serviu como ponto de partida para que eu elaborasse e formatasse essa viagem de volta ao mundo.
Uma viagem solitária onde a documentação do dia a dia funde-se com aspectos psicológicos a partir da própria experiência pessoal de realizar a viagem em si.

Ah, sei lá...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Lisboa na cabeça

Encerrada a votação, com 18 votos apurados, ficou assim o resultado de nossa enquete:

Em primeiro lugar, Lisboa, com 9 votos. A capital lusitana largou na frente e venceu de ponta a ponta com 50% dos votos.

Empatadas em segundo lugar, Londres, Paris e Zagreb, cada uma com 3 votos (16,66%)

Sendo assim, seguindo o desejo da maioria, no dia 15 de abril de 2010 parto de Montreal, no Canadá, para Lisboa, assim definida como nosso ponto de entrada na Europa.


Torre de Belém. Cabral partiu de lá.
Deu no que deu...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Estou me sentindo tão abandonado pelos meus amigos, que seu eu possuísse uma canoa e um papagaio, seria o próprio Robinson Crusoé em sua ilha.

Vinha sofrendo calado o impacto da decadência deste blog.

Primeiro o Carnaval e a óbvia queda de audiência. Meus leitores são todos uns bebuns, filhos de Baco, como eu. Graças a Deus, uma vez que não é meu intuito escrever para gente careta.

Em seguida o baque do "zero comentários".
Caralho, ninguém comenta mais nessa porra - pensei com meus botões.
Eis que me avisam que tentaram comentar e não conseguiram. Daí descubro que o blog estava com um bug que impossibilitava a postagem de comentários.

Oh, mundo...
Fiquei alugando minha analista, com a auto-estima no ralo - "ninguém me ama, ninguém me quer... escrevo para o nada e ninguém... esse blog é um fiasco, etc, etc, etc."
Quem disse que ser analista é mole. Ela fica ouvindo, acordadinha da silva - e muda, as minhas lamúrias. E olha que a última sessão que eu paguei foi em setembro...

Bem, estimados leitores e calipígias leitoras, o problema da publicação dos comentários já foi sanado.
Comentem, por favor!
Ah, e ainda faltam algumas horas para o fim da enquete popular (aí do lado, no canto superior direito da página).

O título deste post vem, eu acho, de um conto de Eça de Queiróz. Digo "acho", porque não consegui uma confirmação no Oráculo de Delfos, e se não está no Google, provavelmente não é verdade...
De qualquer forma a frase é boa, né?



Nesta gravura, Robinson Crusoé, além da canoa e do papagaio, tem também um bode.
Bééééééééééééé

terça-feira, 3 de março de 2009

Antonella



Esta é a nova habitante de minha casa: Antonella, 2 meses, vira-lata, instinto implacável de caçadora.



Sua performance com o rato de brinquedo é sensacional.

Baratas, tremei!




Falta apenas um dia para o fim do escrutínio (adoro essa palavra...) sobre o ponto de entrada na Europa.

Cidadão, vote! (aí do lado, no canto superior esquerdo da página)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Pânico no Jardim Botânico

Está fazendo um mês que me mudei para um apartamento de frente para o Parque Lage (melhor dizendo, praticamente dentro do Parque Lage), um pequena floresta no bairro do Jardim Botânico, aqui no Rio de Janeiro.

Morar perto da mata é gratificante, mas há alguns poréns. Primeiramente a umidade, uma tragédia para um alérgico-sinusitoso como eu, amenizada com a compra de um desumidificador. O outro problema são os insetos.

Na minha primeira noite aqui percebi que teria que chegar a um acordo junto aos meus indesejados visitantes invertebrados. Eu tenho pânico de praticamente todos os insetos; até mesmo uma singela borboleta pode me causar calafrios. Imagine então os seres mutantes que insistem em me fazer companhia.

Nos primeiros dias tudo transcorreu bem. Cheguei até a tirar fotos de alguns bichos escrotos com o intuito de afirmar este incrível processo de superação psicológica, como no caso da cigarra aí embaixo.




Até que ela apareceu...



Quinta-feira passada foi uma noite de extremo terror, aqui em casa.

A ameaça veio do ar, voando pesadamente com suas longuissimas antenas, qual o "Enola Gay" se aproximando de Hiroshima.

Não consegui matar a invasora.
Capitulei rapidamente, refugiando-me no quarto. Só consegui dormir após a ingestão de várias gotas de um poderoso ansiolítico.

De fato, ela sumiu... e reapareceu ontem, três dias depois. Acho que era a mesma, não posso acreditar que existam no mundo duas baratas daquele tamanho.
Aí um filha da puta vem e me diz que "barata, se não matar, fudeu. Ela põe ovos e nascem milhares de filhotes!"

Desesperado, tomei uma decisão. Arrumei um gato. Estou indo pegá-lo hoje.
Nunca tive gato antes, mas confio que terei um grande caçador convivendo comigo.
Quem sabe eu não levo ele pra Índia, Camboja, Laos, Vietnã, Tailândia, Etiópia, Angola, Nigéria, etc.?

domingo, 1 de março de 2009

Lisbon Revisited (1923) - Álvaro de Campos

Lisboa saiu na frente em nossa enquete (aí do lado, no canto superior esquerdo desta página).

Este factóide motivou-nos a prestar uma singela homenagem.



Nada me prende a nada.
Quero cinqüenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja -
Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.
Fecharam-me todas as portas abstratas e necessárias.
Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.
Não há na travessa achada o número da porta que me deram.


Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.
Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.
Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.
Até a vida só desejada me farta - até essa vida...

Compreendo a intervalos desconexos;
Escrevo por lapsos de cansaço;
E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.
Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;
Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me naufrago;
ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.

Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma...
E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,
Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa
(E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),
Nas estradas e atalhos das florestas longínquas
Onde supus o meu ser,
Fogem desmantelados, últimos restos
Da ilusão final,
Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,
As minhas cortes por existir, esfaceladas em Deus.

Outra vez te revejo,
Cidade da minha infância pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...

Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,
E aqui tornei a voltar, e a voltar.
E aqui de novo tornei a voltar?
Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,
Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,
Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?

Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.

Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...

Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir...

Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -
Um bocado de ti e de mim!...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Escrever todo dia é foda...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O mundo é pequeno pra caramba

Tem alemão, italiano e italiana
O mundo filé milanesa
Tem coreano, japonês e japonesa

O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia
O mundo é uma esfiha de carne
Tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire

O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
O açúcar é doce, o sal é salgado

O mundo caquinho de vidro
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente

Por que você me trata mal
Se eu te trato bem
Por que você me faz o mal
Se eu só te faço o bem

Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas

Everybody is filhos de God
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de Ghandi
Só não falamos as mesmas línguas




"O Mundo" é uma música do meu primo André Abujamra.
Ele tem uma banda sensacional chamada Karnak.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Entrando na Europa

Prezados leitores,

Sobrevivi ao Carnaval e agora retomo o planejamento desta viagem de volta ao mundo.

Nossa rota já avançou pelas três Américas em um trajeto percorrido ao longo de 105 dias.

Saímos de Montreal, atravessamos o Oceano Atlântico e chegamos em... aonde? Sei lá...

Já imbuído do estilo easy rider que se pretende adotar na fase européia da viagem, este blog realiza mais uma enquete popular.
Explico melhor: estarei viajando pelo velho mundo por dois meses e meio, de 16 de abril - data da chegada, até 30 de junho de 2010, quando parto de Moscou rumo a Pequim.

Neste período não existirá uma rota pré-determinada dia a dia.

Aproveitando as facilidades de transporte e as pequenas distâncias entre os países do continente, pretendo passar os 76 dias em solo europeu em um ritmo muito mais solto do que em todo o resto da viagem. Outro aspecto interessante é a possibilidade de encontrar, na primavera-verão européia, um bom número de pessoas em trânsito fazendo o mesmo que eu, viajando pelo mundo.

Resumindo, as datas de entrada e saída estão definidas (16/04 - 30/06), bem como o ponto de saída (Moscou).
Falta determinar o ponto de entrada na Europa, e isso será feito a partir da sua participação, estimado leitor, na nossa nova enquete popular colocada aí ao lado, no canto superior esquerdo dessa página.
Assumo o compromisso de seguir o resultado da votação fazendo da cidade escolhida pela maioria o ponto de entrada na Europa.

A enquete está aberta a partir deste momento, extendendo-se até as 23 horas e 59 minutos do dia 04 de março de 2009.

Contamos com seu voto!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Herói da resistência !!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Folião

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Vou Festejar

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Fudeu, é carnaval

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Quem não chora não mama

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Esquentando os tamborins

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Rota final (?) para a América do Norte

Chegamos ao norte da América. Nesta etapa conseguimos reduzir o período total de 43 para 41 dias, alcançando a meta de embarcar para a Europa no dia 15 de abril de 2010. Para isso, fez-se necessário cortar um dia em Nova York e outro em Toronto.

Vejamos como ficou:

No sábado, 06 de março de 2010, saímos da Guatemala em direção à Tuxtla Gutiérrez, no estado mexicano de Chiapas.

06/03 - Guatemala - Tuxtla Gutiérrez / Chiapas (México)
07/03 - Chiapas
08/03 - Chiapas
09/03 - Chiapas - Oaxaca
10/03 - Oaxaca
11/03 - Oaxaca - Cidade do México
12/03 - Cidade do México
13/03 - Cidade do México
14/03 - Cidade do México - Los Angeles
15/03 - Los Angeles
16/03 - Los Angeles - Anchorage (Alaska)
17/03 - Alaska
18/03 - Alaska
19/03 - Alaska
20/03 - Anchorage -Los Angeles
21/03 - Los Angeles - las Vegas
22/03 - Las Vegas
23/03 - Las Vegas - Salt Lake City
24/03 - Salt Lake City - Yellowstone Park, Wyoming
25/03 - Yellowstone Parl - Billings (Little Big Horn), Montana
26/03 - Billings - Rapid City (Mount Rushmore), South Dakota
27/03 - On the road to Chicago
28/03 - Chicago
29/03 - Chicago - Saint Louis, Missouri
30/03 - Saint Louis - Memphis, Tennessee
31/03 - Memphis - New Orleans
01/04 - New Orleans
02/04 - New Orleans - Washington DC
03/04 - On the road to Washington DC
04/04 - Wasington DC
05/04 - Washington DC - Nova York
06/04 - Nova York
07/04 - Nova York
08/04 - Nova York - Toronto
09-04 - Toronto
10/04 - Toronto
11/04 - Toronto - Montreal
12/04 - Montreal
13/04 - Montreal
14/04 - Montreal
15/04 - Montreal - Europa

Termina assim, 105 dias após a partida, a primeira grande parte desta viagem de volta ao mundo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Rota final (?) para a América Central

Prosseguindo nossa rota (quase...) definitiva.

Adentramos a América do sul pelo Panamá, a partir de Cartagena, Bolívia. 
Esta rota final (?) tem um dia a menos na Jamaica. Sorry, Bob...

Ficou assim:

18/02 - Cartagena - Cidade do Panamá
19/02 - Cidade do Panamá
20/02 - Cidade do Panamá - Jamaica
21/02 - Jamaica
22/02 - Jamaica
23/02 - Jamaica
24/02 - Jamaica - Cuba
25/02 - Cuba
26/02 - Cuba
27/02 - Cuba
28/02 - Cuba
01/03 - Cuba
02/03 - Cuba - Guatemala
03/03 - Guatemala
04/03 - Guatemala
05/03 - Guatemala
06/03 - Guatemala - Tuxtla Gutiérrez / Chiapas, México. 
Fim da rota pela América Central

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Rota final (?) para a América do Sul

Após algum tempo aprimorando a pesquisa de nossa rota, chegamos, finalmente, à algo que parece ser definitivo.

A América do Sul passa a ser percorrida em 49 dias, e não mais 53. Além dos quatro dias a menos, algumas mudanças estruturais. Entre elas a exclusão de Montevidéu e do cruzeiro de Ushuaia a Punta Arenas. Acabei achando que era glaciar demais para ver, uma vez que na rota ainda temos El Calafate e o Glaciar Perito Moreno, na Patagônia Argentina. Outra razão é o alto custo do cruzeiro, mais de 2000 dólares se você viaja sozinho.

Entonces, la ruta por Sudamerica se queda así:

01/01 - Rio de Janeiro - Buenos Aires
02/01 - Buenos Aires
03/01 - Buenos Aires - Ushuaia
04/01 - Ushuaia
05/01 - Ushuaia - El Calafate
06/01 - El Calafate
07/01 - El Calafate - Puerto Natales (Chile)
08/01 - Puerto Natales
09/01 - Puerto Natales - Punta Arenas
10/01 - Punta Arenas
11/01 - Punta Arenas - Santiago
12/01 - Santiago
13/01 - Santiago
14/01 - Santiago - San Pedro de Atacama
15/01 - San Pedro de Atacama
16/01 - San Pedro de Atacama
17/o1 - San Pedro de Atacama - Uyuni (Bolívia)
18/01 - Estrada para Uyuni
19/01 - Estrada para Uyuni
20/01 - Uyuni
21/01 - Uyuni - La Paz
22/01 - La Paz
23/01 - La Paz
24/01 - La Paz - Copacabana
25/01 - Copacabana
26/01 - Copacabana - Puno (Peru)
27/01 - Puno
28/01 - Puno - Cusco
29/01 - Cusco / Machu-Pichu / Cusco
30/01 - Cusco
31/01 - Cusco - Arequipa
01/02 - Arequipa
02/02 - Arequipa - Lima
03/02 - Lima
04/02 - Lima - Guaiaquil (Equador)
05/02 - Guaiaquil
06/02 - Guaiaquil - Galápagos
07/02 - Galápagos
08/02 - Galápagos
09/02 - Galápagos
10/02 - Galápagos - Quito
11/02 - Quito
12/02 - Quito - Bogotá (Colômbia)
13/02 - Bogotá
14/02 - Bogotá
15/02 - Bogotá - Cartagena
16/02 - Cartagena
17/02 - Cartagena
18/02 - Cartagena - Cidade do Panamá. Fim da rota pela América do Sul

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Montevidéu subiu no telhado



Como expliquei no post anterior, existe uma adiposidade de pelo menos sete dias na rota pelas três américas, o que faz com que eu saia de Montreal com destino à Europa somente no dia 22 de abril.

Como devo deixar o continente europeu rumo à Ásia no dia 30 de junho, eu teria apenas 69 dias no Velho Mundo. Pouco, não acham? Eu penso que o mínimo do mínimo são 2 meses e meio, no caso 76 dias, o que é possível se eu deixar o Canadá no dia 15 de abril de 2010.

Vamos começar limando, logo de cara, o primeiro destino proposto: Montevidéu.



Aí, foi mal, Montevidéu... nada pessoal...

Sendo assim, no dia primeiro de janeiro de 2010 iniciamos nossa viagem de volta ao mundo indo para Buenos Aires, Argentina.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Houston, we have a problem

É isso mesmo...

Nossa rota pelas três Américas, da maneira como está traçada atualmente, tem uma duração total de 112 dias, com a partida para a Europa prevista para 22 de abril de 2010.

Porém, para podermos ficar no continente europeu por pelo menos dois meses e meio, é preciso sair de Montreal (o último destino nas américas) no dia 15 de abril.
Isso faz-se necessário uma vez que a temporada européia termina - impreterivelmente, no dia 30 de junho, quando deixo Moscou, rumo à Pequim.

Sendo assim, esta primeira fase de nossa rota global possui uma gordura do tamanho de sete dias que precisa ser extirpada a qualquer custo.



Vamos ter que usar a lima, implacavelmente.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Esmiuçando a rota para a América do Norte - parte 3

Estamos em Nova York, no dia 10 de abril de 2010, um sábado.
Fico na cidade até o dia 14/04, quando deixo os Estados Unidos rumo à Toronto, Canadá.



Toronto é a maior cidade do Canadá. É capital da província de Ontario e sua língua predominante é o inglês.
Fico na cidade até o dia 18 de abril, quando parto para Montreal.



Montreal é meu último destino na América do Norte. É a segunda maior cidade do mundo onde a língua primordial é o francês, só perdendo para Paris.

No dia 22 de abril de 2010 deixo Montreal e a América do Norte, dando início à fase européia desta viagem, partindo para algum destino ainda não definido no Velho Continente.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Esmiuçando a rota para a América do Norte - parte 2

Chego em Anchorage, principal cidade do Alaska em 21 de Março, para uma estada de cinco dias. Ainda não sei muito bem o que fazer no Alaska. Dei uma rápida pesquisada e há muitas opções, todas meio caras. Duas chamaram minha atenção. Primeiramente uma viagem de trem até Fairbanks, mais ao norte, de onde pega-se um avião para sobrevoar o Círculo Polar Ártico. Outra alternativa interessante é uma visita à ilha de Kodiak, cuja maior atração é a vida selvagem - ursos pardos, baleias, etc.



O Alaska era um território Russo. Foi comprado pelos Estados Unidos em 1867, pelo preço de 7,2 milhões de dólares, mais ou menos 120 milhões, em dinheiro de hoje.
Os americanos se deram bem, pois o estado possui imensas reservas energéticas e minerais, sem contar o potencial pesqueiro e, claro, o inestimável valor estratégico da localização do território.

HIT THE ROAD



Em 25 de março volto a Los Angeles de onde parto, no dia seguinte, para uma viagem de carro até Nova York. Coast to coast em 16 dias.
Meu companheiro nesta pequena epopéia será o misterioso Mr. Lima, de Venice, CA.

O itinerário:



26/03 - Los Angeles - Las Vegas
27/03 - Las Vegas
28/03 - Las Vegas - Salt Lake City, Utah
29/03 - Salt Lake City - Yellowstone Park, Wyoming
30/03 - Yellowstone Park - Billings (Little Big Horn), Montana
31/03 - Billings - Mount Rushmore, South Dakota
01/04 - On the road to Chicago
02/04 - Chicago
03/04 - Chicago - Saint Louis, Missouri
04/04 - Saint Louis - Memphis, Tenesse
05/04 - Memphis - New Orleans
06/04 - New Orleans
07/04 - New Orleans - Washington DC
08/04 - On the road to Washington DC
09/04 - Washington DC
10/04 - Washington DC - Nova York



Chegamos à Nova York 16 dias e 7.832 km depois da partida de Los Angeles.
Nossa primeira missão na cidade será devolver o automóvel alugado.

Amanhã, a conclusão da Rota para a América do Norte.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Esmiuçando a rota para a América do Norte - parte 1

Vamos lá:

Saio da Cidade da Guatemala no dia 11 de março, rumo à Tuxtla Gutiérrez, capital do estado mexicano de Chiapas - no extremo sul do país, o ponto de partida para explorar as ruínas maias em Palenque, um dos principais sítios arqueológicos das Américas.



Três dias depois, em 14 de março, parto rumo à cidade de Oaxaca capital do estado homônimo.
Oaxaca possui uma atmosfera colonial, repleta de atrações históricas, além de uma renomada gastronomia.


Detalhe do preservado Zócalo de Oaxaca.
Toda cidade mexicana tem seu "zócalo", que nada mais é que a "plaza principal" da cidade.


Em 16 de março, à noite, pego um vôo para a capital, Cidade do México, para uma estada de quatro dias.




Cidade do México: a poluída megalópole pode até lembrar uma certa cidade brasileira.
Quem conhece ambos os lugares diz que a comparação é maldosa... para o México.

No dia 19 de março deixo a Cidade do México e adentro os Estados Unidos via Los Angeles, California.



Em L.A. faço um breve pit stop de dois dias para dar uma organizada geral na próxima etapa da viagem.
Mandar coisas para o Brasil, organizar as fitas e fotos, comprar roupas para o frio extremo que vou enfrentar, resolver aspectos burocráticos, etc.

No dia 21 de março embarco para Anchorage, capital do Alaska, no norte da América do Norte.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O joelho e o olho

Fiquei bom da garganta e fudi o joelho.
Suderj informa: sai o antibiótico da garganta e entra o antiinflamatório do joelho.

Olha só que merda:



O médico disse que tenho uma tendinite e que em cinco dias tô bom. Portanto, estou de molho até domingo.

Amanhã espero achar uma posição melhor para ficar na frente do computador - por algum tempo, ao menos - e poder dar prosseguimento à nossa rota para a América do Norte.

Xô, olho gordo!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Primeiro estudo de uma rota para a América do Norte

Estimados leitores,

Retomamos nossa rota, adentrando a América do Norte, uma enorme massa territorial com apenas três países.



Recapitulando:

Após a partida do Rio de Janeiro no primeiro dia do ano de 2010, passamos pelo Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Jamaica, Cuba e Guatemala.

Da Guatemala entro na América do Norte pelo sul do México e vou subindo até a capital, Cidade do México, de onde parto para os Estados Unidos, indo até Los Angeles. De L.A. pego um avião até Anchorage, a maior cidade do Alaska, no norte do continente. De Anchorage, morrendo de frio, pego outro avião de volta à Los Angeles onde, acompanhado de meu fiel escudeiro Mr. Lima, alugo um carro e vamos até Nova York - cruzando de costa a costa os Estados Unidos, em uma viagem repleta de paradas e com duração estimada de 20 dias.

De Nova York, prossigo até o Canadá, visitando Toronto e depois Montreal. De Montreal, embarco para a Europa no meio do mês de abril, encerrando o périplo pelas três Américas.


Los Angeles a Nova York em quatro minutos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Garganta Profunda

Estou doente, com a garganta fudida.
A garganta é meu ponto vulnerável, meu calcanhar de Aquiles.
Tive algumas terríveis crises de amidalite durante viagens. A pior delas foi em 2007, quando precisei tomar uma injeção de penicilina na bunda, em Santa Cruz, California. Custou mais de 300 dólares. Tudo porque nos Estados Unidos, ao contrário do Brasil, você não consegue comprar um antibiótico sem receita na farmácia da esquina.
Aprendi. Não viajo mais sem levar Azitromicina na minha maleta de remédios.
Amanhã devo estar melhor, e poderemos iniciar a explanação de uma rota para a América do Norte.

Para entrar no clima, um trailer de "!Que Viva Mexico!", obra prima inacabada de Sergei Eisenstein.



Ah, e como não poderia deixar de ser pelo título deste post, o cartaz original de "Garganta Profunda", o blockbuster pornô de 1972, dirigido por Gerard Damiano e estrelado pela inesquecível Linda Lovelace. Talvez o filme pornô mais famoso da história.



Antes que alguém venha dar uma de engraçadinho por aqui, quero deixar claro que a causa de meus problemas nas amídalas foi uma combinação de ar condicionado com banho gelado e álcool.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Tatuagem

Hoje tomei a resolução:

Quando comprar a primeira passagem para esta viagem de volta ao mundo farei uma tatuagem em meu antebraço direito.

O mapa do mundo.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O fator Europa

Os poucos que acompanham este blog sabem que a rota desta viagem de volta ao mundo, após um início intenso e claudicante pelas Américas do Sul e Central, adentra o vasto continente norte-americano. Em seguida, uma vez concluído todo o período pelas três Américas, inicia-se a fase européia do projeto.

Viajar pela Europa é diferente de viajar por qualquer outro continente devido à quantidade e variedade de países e culturas separados por diminutas distâncias, além da disponibilidade quase infinita de opções de deslocamento entre eles. Outro fator que deve ser levado em conta é o intenso fluxo de viajantes de todas as partes circulando pelo velho mundo, o que pode vir a ser um manancial de dicas e sugestões para a complexa metade final desta viagem que engloba a Ásia, Oceania e África.

Escapando do caráter cartesiano da rota pelas Américas, com datas marcadas de chegada e partida em cada uma das localidades visitadas, o périplo pela Europa será muito mais "free style", com uma data de chegada e - dois meses e meio depois, uma data de saída do continente. Já está definida a data fatídica em que deixo a Europa: 30 de junho de 2010, exatamente no meio do ano. Neste dia, em Moscou, embarco no Expresso Trans-Manchuriano rumo à Pequim.

Seguindo este raciocínio, para dispor de dois meses e meio para a temporada européia, é necessário chegar no continente em 16 de abril. Esta data acabará determinando mudanças nos planos para as etapas inicias da viagem, uma vez que a rota pan-americana está extensa demais.

É o fator Europa.

Tudo pode mudar.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Mexico, ese desconocido...

Estimados lectores:
Después de mi periplo por Centro America, me voy rumbo al sur de Mexico.


¿Alguien tiene alguna sugerencia sobre una temporada corta aunque intensa en territorio mexicano?
¿Que hacer? ¿Donde ir? ¿Que no hacer?
¿Cuanto tiempo debo permanecer en este exquisito pais?
¿Que precauciones tengo que tener para no terminar como la culebra en la boca del aguila?


¡Ay, carajo, Pancho Villa!

Welcome to Tijuana

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A quem interessar possa:

Este blog passa a ser escrito diretamente da Praça dos Jacarandás, 15 / ap. 304, no aprazível bairro do Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro.



Sejam bem-vindos!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Esmiuçando a rota para a América Central

Recapitulando:

Em 22/02/2010, 53 dias após o início da viagem, deixo a América do Sul rumo à Cidade do Panamá e seu lendário Canal.

O canal do Panamá é uma das mais complexas obras de engenharia já realizadas, possibilitando uma rápida passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico. A primeira tentativa de realizar a passagem por terra foi iniciada pelos franceses em 1880, motivados pelo sucesso da construção do Canal de Suez, no Egito. Treze anos depois, em 1893, os franceses desistiram da empreitada. Além de dificuldades naturais como o fato do nível do mar ser mais baixo no Caribe do que no Pacífico e, consequentemente ter que ser nivelado através de um complexo sistema de comportas, a malária e a febre amarela dizimaram grande parte da equipe francesa, causando quase 22 mil mortes no período.



Em 1904 o presidente americano Theodore Roosevelt comprou por 40 milhões de dólares os equipamentos e as escavações francesas retomando a obra que só foi concluída em 1914, tendo consumido mais oito mil vidas, alcançando a marca de 30 mil operários mortos.




O Canal do Panamá foi oficialmente inaugurado em 15 de agosto de 1914.
Este rasgo na terra com 77 km de extensão, possibilitou que a distância naval entre Nova York e San Francisco, inicialmente de 22.500 km, fosse reduzida para 9.500 km.
Antes do Canal a passagem do Atlântico ao Pacífico só era possível através do tempestuoso Cabo Horn, no extremo sul da América do Sul.

Bem, vamos em frente.

Na quarta-feira, 24/01, deixo a Cidade do Panamá rumo à Kingston, Jamaica,


para cinco dias de Reggae e Ganja.

Stir It Up!!!



Na segunda-feira, primeiro de março, parto para Havana, Cuba.



Como estará Cuba daqui há um ano?

Será que El Comandante já terá batido as botas?



Especulações à parte, fico uma semana em Cuba e parto no domingo, 07/03 para a Cidade da Guatemala, minha última parada na América Central.

A maior atração da Guatemala é a cidade maia de Tikal, distante uma hora de voo da capital.



Tikal é um bem preservado complexo de pirâmides e templos, incrustado na selva guatemalteca.



Apenas uma pequena parte do sítio arqueológico foi escavada desde sua descoberta em 1848, revelando estruturas como o Templo do Jaguar (acima),


e o Templo das Máscaras, entre outros.

Na quinta-feira, 11 de março - no septuagésimo dia desde a partida - deixo a Guatemala rumo ao México, encerrando a etapa Centro Americana desta viagem.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Primeiro estudo de uma rota para a América Central

Após uma série de posts um tanto quanto emotivos, voltamos ao que interessa, nossa Rota com R maiúsculo!

Já passamos pela América do Sul e vamos subindo pela América Central.

Sempre com o pensamento nos meses subseqüentes - sim, isso aqui é construído sobre a solidez de 365 dominós enfileirados- temos que ser deveras econômicos nesta tripa, quase um baço, que é a Centro América acrescida das ilhas do Caribe, sob pena de comprometer o trajeto lá na frente de forma irremediável.



Começamos pelo Panamá, que além de seu famoso Canal, tem importância estratégica ao ser o principal "hub" para os países da região, através da Copa Airlines que voa para vários destinos na América Central e Caribe.

Sendo assim nossa rota inicia-se pelo Panamá, passando pela Jamaica, por Cuba e pela Guatemala, antes de prosseguir para cima, adentrando a América do Norte pelo México. Um país que está de fora mas fica martelando minha cabeça, querendo entrar, é o Haiti.

Como está escrito no título, este é um primeiro estudo. Muita coisa ainda pode mudar.

De qualquer forma, amanhã apresentaremos em detalhes esta rota para a América Central.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

"Se você tem mais medo da mudança do que da desgraça, você não impede a desgraça"

A frase acima está na peça "Andorra", escrita pelo dramaturgo suíço Max Frisch em 1961.

Nunca assiti ou li "Andorra", mas conheço a frase há muitos anos, sempre citada por meu tio Antonio.

Neste momento em que mudo de casa e, de certa forma, mudo também os rumos de minha vida em função deste projeto de viagem, penso muito nela (a frase).

Falando em pensar, acabei de ler o livro "Tudo o que você pensa, pense ao contrário", de Paul Arden. O livro enaltece o risco, a insensatez, mostra como tomar uma má decisão pode ser um benefício na vida.

Uma vida estranha, meio aventureira, sem nenhuma segurança. O que fazer se essa é a sua vida?

Há poucos dias mostrei esse blog para a minha mãe, uma pessoa realmente sensível e inteligente. Ela ficou interessada, até por gostar muito de viajar e conhecer uma boa porção deste mundo.
Mas ela também ficou apreensiva. Perguntou como eu ia fazer para planejar tudo, arrumar dinheiro, etc.

Eu falei que ia dar um jeito.
Ela falou "deus te ajude, meu filho".
Mãe é mãe...


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Às vezes é bom um pouco de sossego

sábado, 31 de janeiro de 2009

Das consequências de abolir as ressalvas

O projeto que motiva este blog é bastante objetivo: fazer uma viagem de volta ao mundo com 365 dias de duração iniciada no primeiro dia de 2010. Apesar de toda a incerteza quanto à viabilidade econômica da empreitada, descobri, de forma empírica, que teria que viver o presente como um futuro real, em um dia a dia pautado pela data fatídica de minha partida.
Vivo dentro de uma espécie de futuro do pretérito sem condicional, onde tive que abolir toda e qualquer ressalva quanto à concretização deste projeto, sob pena de ficar louco.
Um exemplo: estou de mudança, esta semana, para um apartamento alugado. Diferentemente do prazo padrão de 30 meses de duração, o contrato que acordei com a proprietária do imóvel termina, impreterivelmente, no dia 31 de dezembro de 2009.
Projetos e possibilidades de trabalho para 2010 não poderão ser aceitos, assim como possíveis envolvimentos afetivos terão que prever - para dizer o mínimo - uma longa interrupção com data marcada.

É um caminho sem volta.



Hoje este blog completa um mês de existência. Eu tinha a meta de escrever aqui diariamente, pelo menos neste mês de janeiro. Aos trancos e barrancos, alternando posts com uma razoável quantidade de trabalho e pesquisa, com alguns posts meio "mequetrefes", consegui cumprir a meta.
Muito desta motivação vem dos comentários deixados pelos poucos - porém fiéis, leitores deste blog.


Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo final

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Solidão igual, só a de um deserto, ou de uma foto Polaroid exposta ao sol até a exaustão

Estou na redação de um jornal usando um computador emprestado, de costas para uma infinidade de baias e de gente nessas baias que eu não conheço. Espero um amigo que está terminando seus afazeres. Ele me convidou para beber. Ele tenta terminar o mais rápido possível seu trabalho. Todos aqui parecem compenetrados num mar de monitores, telefones, televisores. Tudo o que se passa no mundo parece passar por aqui. Acabaram de prender um terrorista. Alguém morreu. Um jogador fez um bonito gol. O Obama falou não sei o quê.

Eu estou perdido no meio disso tudo.

Preciso dar uma volta na praça.




Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 16

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Livros

Após passar o ano passado inteiro envolvido em um programa de TV, ou seja, um ano inteiro trabalhando como um camelo sem ter tempo para absolutamente nada, muito me agrada a oportunidade de ler e estudar que este projeto está me proporcionando.

Ontem chegou uma encomenda da Amazon, dois livros da Lonely Planet:



Com duas páginas dedicadas a cada um dos 230 países do mundo este "The Travel Book" faz uma síntese entre a abrangência absoluta e a superficialidade. Cada país leva algumas fotos e um texto que enumera as "essential experiences" de cada nação. No Brasil, por exemplo, as experiências essenciais são manjadíssimas: dançar nas Ruas de Salvador no Carnaval; ver um jogo no Maracanã, e por aí vai.
É legal pela magnitude - países como Latvia, Nauru, Tajikistão, Palau e Comoros e Mayotte (esse aí nunca ouvi falar...) têm o mesmo espaço de França, Estados Unidos, Rússia, etc. Existe uma edição em português, mas é muito mais barato comprar na Amazon.
Belo livro para deixar em cima da mesa.



Agora falamos sério. Guia de 1.200 páginas sobre a África.
Abri o livro e tive uma grande decepção. Meu grau vencido me impediu de ler as letrinhas míudas da edição. Fudeu, vou ter que fazer um exame de vista e trocar as lentes. Até a instalação dos novos fundos de garrafa continuo sabendo muito pouco sobre a África.
A velhice é triste...

Além de guias e títulos que são encontrados nas seções de turismo e viagens das livrarias, minha humilde e crescente biblioteca básica para esta viagem conta com livros de outros gêneros. Hoje, por exemplo, comprei "As Cidades Invisíveis", de Italo Calvino, sugestão de uma leitora deste blog. No livro, os relatos fantásticos de Marco Polo para Kublai Khan sobre as inúmeras cidades do império mongol.
Narrativas de expedições e travessias, assim como biografias e um pouco de poesia também estão presentes nesse processo de preparação.

Minha amiga Tissi, moça muito culta e viajada, fez, assim - em menos de dez minutos - uma interessante lista de livros. Tomara que tenham letras grandes...

A Lista de Tissi:
  1. Victoria, de Joseph Conrad. Uma aventura nas ilhas da Indonésia.
  2. O Coração das Trevas (Hearts of Darkness), também de Joseph Conrad. O livro que inspirou "Apocalipse Now".
  3. O Grande Bazar Ferroviário, de Paul Theroux. O relato de uma viagem de trem pela Ásia realizada em 1975, quando o autor sai de Londres e vai até o Vietnã, em diversas linhas diferentes pelo continente asiático.
  4. No Coração da África, de Martin Dugard. As aventuras de Stanley e Livingstone.
  5. Imperium, de Ryszard Kapuscinski. O escritor polonês relata o colapso da União Soviética.
  6. O Estrangeiro, de Albert Camus. Obra prima do atormentado escritor franco-argelino.
  7. O Americano Tranquilo, de Graham Greene. Uma história político-policial ambientada no Vietnã durante a Guerra da Indochina, contra a França (1946-1954)
Outro livro de grande valia para este projeto é "The Practical Nomad", de Edward Hasbrouck, infelizmente não disponível no Brasil.



O autor é um "travel guru", um maluco que fez duas vezes a volta ao mundo. O livro é um manual prático para viajar mundo afora. Não tem dicas de passeios, hotéis ou restaurantes, não fala de países e regiões específicas e sim tergiversa sobre os inúmeros aspectos objetivos de uma longa viagem multicontinental. O volume é divididido em capítulos como documentos, transporte aéreo, transporte terrestre, bagagem, saúde e segurança, entre outros.

Ainda dentro do assunto deste post, hoje eu almocei com um amigo que tem uma editora. Conversamos sobre o livro que pretendo escrever na viagem. Ele achou interessante e tal, mas na hora que eu, sutilmente, comecei a falar sobre um adiantamento, o viado do garçom trouxe a conta e acabamos mudando de assunto. Pelo menos ele pagou o almoço.
Pode ser um bom sinal...


Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 15

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Exaustão

Estou exausto.

A exaustão física é, notadamente, uma infalível companheira em uma viagem longa e complexa como a que pretendo fazer.

365 dias de aeroportos, aviões, atrasos, hotéis, trens, barcos, ônibus, caminhadas, bolhas nos pés, altitude, calor e frio extremos, bagagens, bagagens extraviadas, check-in, check-out, ansiedade, excitação, solidão.

365 dias trabalhando sem parar, sendo produtor de mim mesmo, fotografando, filmando, editando e escrevendo.

365 dias chegando e partindo, deixando para trás - quiçá para sempre, pessoas e lugares. E avançando rumo à novas pessoas e lugares que, por sua vez, também serão deixadas para trás em um motocontínuo de euforia e perdas com a exata duração de um ano.

Ir vendo e vivendo, documentando e contando simultanea e ininterruptamente uma mui intensa experiência pessoal à medida em que ela acontece.

Posso ficar louco.


Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 14

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O mundo de Maria

Hoje, pela primeira vez, este espaço será cedido para outra pessoa.
Maria - quase dez anos, vai escrever sobre os lugares que ela quer conhecer.
Eu já viajei com ela para Buenos Aires, onde largamos todo mundo e fizemos vários passeios, incluindo o sensacional Zoológico da cidade.

Foi a primeira vez que Maria saiu do Brasil. Ela tinha cinco anos.



"Oi pessoal, eu adorei viajar para Buenos Aires, dei comida para o camelo...



para o lobo marinho...



fui a bares e muito mais.



A outra viagem que fiz pra fora do Brasil foi no ano passado quando eu tinha nove anos, com o meu pai Daniel, a namorada dele Bebel e os meus meio-irmãos, a Duda e o Gabriel, para a Disney. Nós fomos a oito parques muito legais, fomos também a um circo e muitos restaurantes.

Eu adoraria viajar para o mundo todo e conhecer principalmente a França, Nova York, Los Angeles, Itália, Japão, Barcelona, a África e o Egito.

Estou combinando de encontrar o Samir em algum lugar da viagem dele."




Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 13

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Esmiuçando a rota para a América do Sul - parte 3

Segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010.
Estou em Lima. Vou até o Aeropuerto Internacional Jorge Chávez, onde pego um vôo direto (duas horas de duração) para Guaiaquil, a maior cidade do Equador. Fico lá até até o dia 10/02, quando embarco para o fascinante Arquipélago de Galápagos, distante 972 km da costa equatoriana.


O arquipélago de Galápagos é composto de 13 ilhas principais, 6 ilhas menores e 107 ilhotas e rochedos. A Isla Isabela é a maior de todas e tem o formato de um cavalo-marinho.

A única forma de explorar Galápagos é de barco, em cruzeiros ao redor das ilhas. A excursão padrão dura entre cinco e oito dias. Darwin esteve lá por cinco semanas, entre 15 de setembro e 20 de outubro de 1835. Essa curta temporada do H.M.S. Beagle pelo arquipélago mudou para sempre a história da ciência.


Charles Darwin elaborou a Teoria da Evolução das Espécies a partir do que viu e coletou em Galápagos, notadamente as várias espécies de tentilhões que diferem de uma ilha para a outra...


... e as tartarugas que têm cascos diferenciados por causa da vegetação específica da ilha onde vivem. Nas ilhas maiores e mais úmidas como Isabela e Santa Cruz, com vegetação predominantemente rasteira, as "tortugas" tem pescoço mais curto e seu casco mais comprido as impede de levantar a cabeça. Já nas ilhas menores e mais secas, como Española e Pinta, o alimento não está no chão. A tartaruga da foto é uma subespécie que evoluiu por milhões de anos até ter o casco mais curto e o pescoço longo, conseguindo alcançar alimento em arbustos e galhos mais altos, estando perfeitamente adaptada ao seu habitat.



Finda a excursão por Galápagos, pego um vôo para Quito no domingo, 14/02. No dia seguinte visito o Monumento a la Mitad del Mundo (foto acima) distante poucos quilometros do centro da capital e por onde passa, obviamente, a Linha do Equador.

Na quarta-feira, 17/02, parto para Bogotá, a capital da Colômbia. Uma vez me disseram (não lembro quem...) que Bogotá era um bom lugar para cortar o cabelo. Fico três dias na cidade, tempo suficiente para achar uma boa peluquería e aparar minhas madeixas. No dia 19/02 rumo para Cartagena, meu último destino na América do Sul.

Cartagena - na verdade Cartagena de Indias, para diferenciar da cidade homônima espanhola, é uma belíssima cidade colonial fortificada no Caribe, com um centro histórico cuidadosamente preservado.


O escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez mora em Cartagena de Indias. Seu famoso romance "O Amor Nos Tempos Do Cólera" é ambientado na cidade.



Fico em Cartagena até o dia 22/02, quando parto para a Cidade do Panamá, 53 dias depois de ter deixado o Rio de Janeiro.

Como disse anteriormente, este é um primeiro estudo quase profundo para uma rota pela América do Sul. Questões logísticas, financeiras e, principalmente, o curto período de tempo disponível para este trajeto, acabarão provocando alterações.

Minha impressão é a de que alguns lugares fatalmente serão excluídos. A resolução final virá a partir de uma intrincada combinação entre o itinerário pelas Américas Central e do Norte, e a Europa.

De qualquer forma, existe um marco na metade do caminho - "um oriente ao oriente do oriente", uma Linha do Equador imaginária traçada no meio do ano, precisamente no dia 30 de junho, quando embarco na estação de Yaroslavisky, em Moscou, deixando a Europa e partindo de trem para Pequim.


Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 12

domingo, 25 de janeiro de 2009

Esmiuçando a rota para a América do Sul - parte 2

Sexta-feira, 15 de janeiro de 2010.
Estou em Santiago. Passo o fim de semana na capital em um hotel bom. Vou estar moído e preciso me recuperar para a pedreira que vem pela frente: 17 dias percorrendo por terra (carro, ônibus e trem) enormes distâncias em elevadíssimas altitudes.
Na segunda, 18/01, pego um vôo para Calama (2:05 horas), onde fica o aeroporto mais próximo de San Pedro de Atacama (105 km por terra), cidade-base para atacar o deserto do Atacama. Fico no deserto até o dia 21/01 (quinta-feira).


O Atacama é o deserto mais árido e mais alto do mundo (2440 metros)

No Deserto de Atacama encontram-se vulcões, dunas, lagoas, gêiseres e bizarras formações rochosas, compondo uma paisagem quase extraterrestre. Fico lá por quatro dias (3 noites).
No dia 21/01 parto em uma viagem por terra até Uyuni, na Bolívia, atravessando o Salar, o deserto de sal do Altiplano Boliviano. O trajeto é percorrido em três dias, passando por uma das regiões mais inóspitas do planeta.


O Salar de Uyuni tem 12.000 km2 cobertos por camadas de 2 a 20 metros de sal.


O Salar é o habitat de três espécies de flamingos.

Chego em Uyuni dia 23/01 e na segunda-feira, 25/01 parto para La Paz. O trajeto não é moleza. Sete horas de trem até Oruro e depois 3 horas de ônibus até La Paz. Esta viagem pode ser caótica. Li alguns relatos tragicômicos de viajantes que levaram mais de 20 horas para completar o itinerário, devido aos enormes e constantes atrasos dos trens bolivianos e o lamentável estado das rodovias do país.
Fico em La Paz até o dia 28/01, quando pego um ônibus para Copacabana, localizada às margens do Lago Titicaca (3 horas de viagem). No dia 30/01 sigo para Puno, no Peru, também no Lago Titicaca (3:30 horas de viagem).
Em 01/02 deixo Puno e embarco de trem para Cusco, numa viagem de 9:30 horas. No dia seguinte, Machu-Pichu, de trem, com retorno a Cusco no mesmo dia.


Machu-Pichu ("velha montanha", em quíchua) foi "descoberta" em 24 de julho de 1911 por Hiram Bingham, historiador e aventureiro americano.

Fico em Cusco até quinta-feira (04/02) quando rumo para Arequipa. de avião (ufa!!) Eu tenho uma relação pessoal e afetiva com Arequipa, morei lá por quase seis meses, em 1980. Passei meu aniversário de dez anos na aprazível "Ciudad Blanca", assim chamada por suas casas construídas em rocha vulcânica.
Retorno 30 anos depois.


Arequipa está localizada no sopé do vulcão Misti. Lá eu fui feliz.

No sábado, 06/02, deixo Arequipa em direção à Lima, de avião. Fico na capital descansando, comendo ceviche e aproveitando as benesses do bom e velho nível do mar. Mas só até o dia 08/02, quando parto para Guaiaquil, no Equador.

Amanhã, Equador e Colômbia.

Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 11

sábado, 24 de janeiro de 2009

Esmiuçando a rota para a América do Sul - parte 1

Uma simulação mais ou menos factível:

Primeiro de janeiro de 2010, sexta-feira. Acordo excitado e numa terrível ressaca. Todo o planejamento de pegar leve na noite de Ano Novo - minha derradeira em solo pátrio pelos próximos 365 dias, foi em vão. Tenso, começo a checar, pela milésima vez, minha mala e meus equipamentos. Passagens, documentos, cartões de crédito, dinheiro, passaporte, uma caralhada de coisas. O telefone não pára. Meu mau humor beira o insuportável. A serotonina e a adrenalina oscilam qual o gráfico de um eletrocardiograma. Aliás, quem sabe não é uma boa idéia dar um pulinho lá no Procardíaco, só pra dar uma conferida? A caixa de remédios é remexida mais uma vez: um suprimento de Adnax para o ano inteiro, Rivotril gotas, Rivotril comprimidos, Aspirina Prevent, algum hipnótico (Dormonid, Aprazolan, etc.) , um antibiótico de última geração para combater uma possível inflamação crônica na garganta, alguns Cialis e camisinhas (é, também posso ser otimista) e o aparelho portátil de tirar a pressão.
O vôo para Montevidéu parte às 17:45. O táxi está marcado para às 15:15. O filho da puta do motorista chega às 15:00 e toca o interfone. Eu estou tomando banho. Alguém está me ajudando com a mala. Coitada dessa boa alma. Qual um bucéfalo distribuo coices no ar. Uivo e vocifero. Saio do banho e começo a suar. Desço às 15:29 com uma insuportável sensação de estar esquecendo algo fundamental. Na Lagoa, passando a curva do Calombo em direção ao Túnel Rebouças - num átimo, relaxo por completo. Todas as questões de ordem prática desaparecem. Esboço um sorriso.
A viagem, de facto, começou.



Chego em Montevidéu onde fico por 4 dias (3 noites). Vou conhecer a cidade. No domingo, 3/01, pego um barco e atravesso o Rio da Prata rumo à Buenos Aires. A viagem dura 3 horas. Fico em Buenos Aires, cidade que conheço bem, apenas por 3 dias (2 noites).
Da capital rumo para El Calafate, na Patagonia Argentina, na dia 06/01 (quarta-feira). O vôo direto dura 3:13 horas. A grande atração de El Calafate é o Glaciar Perito Moreno, a maior geleira do continente.


Blocos de gelo de 60 metros soltam-se intermitentemente há milhões
de anos, no Glaciar Perito Moreno, na Patagonia Argentina.

Dois dias depois, na sexta-feira, 8/01, pego um vôo para Ushuaia, na Terra do Fogo. De lá embarco em uma viagem de navio até Punta Arenas no Chile. O cruzeiro dura quatro dias, passando pelo Cabo Horn e prosseguindo pelo meio dos glaciares até seu destino final (Aqui, o link para a operadora do cruzeiro). De Punta Arenas vou de ônibus até Puerto Natales, onde fica o sensacional Parque Nacional Torres del Paine. Dois dias depois, em 15/01, retorno até Punta Arenas de onde parte o vôo para Santiago, com duração de 3:20 horas.

Amanhã, Deserto de Atacama, Bolívia e Peru.

Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 10

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Primeiro estudo de uma rota para a América do Sul


























  1. Rio - Montevidéu (avião)
  2. Montevidéu - Buenos Aires (barco)
  3. Buenos Aires - El Calafate, Argentina (avião)
  4. El Calafate - Ushuaia, Argentina (avião)
  5. Ushuaia - Punta Arenas, Chile (barco)
  6. Punta Arenas - Puerto Natales, Chile (ônibus)
  7. Puerto Natales - Santiago (avião)
  8. Santiago - San Pedro de Atacama, Chile (avião)
  9. San Pedro de Atacama - Uyuni, Bolívia (carro)
  10. Uyuni - La Paz (trem e ônibus)
  11. La Paz - Copacabana, Bolívia (ônibus)
  12. Copacabana - Puno, Peru (ônibus)
  13. Puno - Cusco (trem)
  14. Cusco - Machu-Pichu - Cusco (trem)
  15. Cusco - Arequipa, Peru (avião)
  16. Arequipa - Lima (avião)
  17. Lima - Guaiaquil, Equador (avião)
  18. Guaiaquil - Ilhas Galápagos, Equador (avião)
  19. Ilhas Galápagos - Quito (avião)
  20. Quito - Bogotá (avião)
  21. Bogotá - Cartagena, Bolívia (avião)

Como escrevi no título deste post, esta é a conclusão de um primeiro estudo - já um tanto quanto profundo, sobre a América do Sul.
Parece muito, e talvez seja. Ainda estou tentando "quantificar" cada trecho, definir o tempo que deve ser destinado a cada local.

Ficaram de fora o Paraguai (vingança pelo meu fígado podre de tantos whiskys paraguaios), Venezuela (foda-se o Hugo Chavez), Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

Minha principal fonte de consulta para elaborar essa rota foi a internet, seguida pelo livro "Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul", de Zizo Asnis.

Nos próximos posts faremos uma análise quase minuciosa dos 21 trechos acima.

Este roteiro é totalmente aberto a dicas e sugestões, prezado leitor.


Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 9

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Apuração

Finalizado nosso primeiro escrutínio, vamos aos resultados, seguidos de uma breve análise.

A enquete era: "Em uma viagem longa, você prefere:"
Foram apurados 26 votos, correspondendo a 100% do total.

A opção (a) "Visitar muitos lugares ficando pouco tempo em cada um" recebeu 2 votos - 7% do total.
O esquema "vovó Stella" com excursões de 12 dias por 20 países, definitivamente está em baixa.

A opção (b) "Visitar poucos lugares ficando muito tempo em cada um" recebeu 3 votos - 11% do total.
Criar raízes, teias de aranha emocionais, ficar amigo do jornaleiro pra tentar comer a filha dele, viver a vida como um nativo. Parece que no mundo de hoje ninguém tem mais saco pra isso.

A opção (c) "Visitar alguns lugares ficando algum tempo em cada um" recebeu 12 votos - 46% do total.
A grande vencedora. Saber ficar o tempo certo em cada lugar (e em cada relação, emprego, etc.) parece ser o ideal. É preciso, entretanto, de ingenium et ars, conhecimento e intuição para não quebrar a cara. Não é para amadores.

A opção (d) "Ah, sei lá. Foda-se" recebeu 9 votos - 34% do total.
O postulado vice-campeão é emblemático. Tanto pode ser lido como "foda-se, essa questão não me interessa" como "não vou planejar nada e vou resolvendo tudo along the way". Sem dúvida é necessária uma pitada de "foda-se" para uma empreitada como esta de realizar a volta ao mundo.


Como este blog é um espaço democrático e a voz do povo é a voz de deus, a complexa rota desta viagem de volta ao mundo seguirá - na medida do possível, o preceito vencedor deste escrutínio: "Visitar alguns lugares ficando algum tempo em cada um"

Nos próximos dias apresentaremos nosso primeiro estudo de um roteiro para a América do Sul, a ser discutido com os poucos, porém fiéis, seguidores deste blog.

Enquanto isso, continuem com a reedição da saga americana:

Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 8

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A Linha Internacional de Data - parte 2


















A Linha Internacional de Data não é reta por uma simples razão: se assim o fosse, dividiria ao meio alguns países e arquipélagos, ocasionando que uma mesma nação estivesse simultaneamente em dois dias diferentes.

O primeiro desvio ocorre no Estreito de Behring, contornando a ponta da Sibéria e depois avançando em diagonal à oeste das Ilhas Aleutas (território americano).























Em seguida a Linha volta ao meridiano 180º e desce até formar um bizarro desenho (parece um abridor de latas de canivete suíço, ou coisa que o valha...), abrigando as 33 ilhas que formam a República de Kiribati, na Micronésia.

Até a última mudança da Linha Internacional de Data, ocorrida em 1995, o arquipélago de Kiribati era cortado ao meio pela linha imaginária, o que causava uma duplicidade de datas no país. Com o novo desenho Kiribati tem a honra de ser o país mais oriental do mundo, o país onde começam todos os dias.





















Em 1884, astrônomos e representantes de 25 países se reuniram em Washington numa convenção para determinar o primeiro meridiano. Esses ilustres senhores da foto aí embaixo elegeram o meridiano que passava pelo Greenwich Royal Observatory como o meridiano zero.

A escolha de Greenwich tinha um lado prático, além de todas as questões diplomáticas envolvidas (a Inglaterra era a maior potência da época). Seu oposto, o meridiano 180º, estaria localizado sobre uma grande extensão de água evitando assim maiores transtornos que fatalmente ocorreriam caso maciças porções territoriais fossem divididas.




















Eu cruzei a Linha Internacional de Data em 1999, em uma viagem ao Japão, via Los Angeles.

Meu vôo partiu às 9:00 de Los Angeles do dia 10 de janeiro e, após 11 horas e 50 minutos de viagem, chegou em Tokyo às 14:50 do dia 11 de janeiro.

O vôo de volta partiu de Tokyo às 16:50 do dia 7 de fevereiro e , após 9 horas e quarenta minutos de viagem, chegou em LA às 9:30 do mesmo dia 7 de fevereiro.

Entendeu?


Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 7

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Linha Internacional de Data - parte 1




























Esta aí em cima - cruzando em ziguezague o globo terrestre - é a Linha Internacional de Data, uma convenção adotada por todos os países do mundo. Localizada no meridiano 180˚ a Linha Internacional de Data - também conhecida como Linha de Mudança de Data, é uma fronteira imaginária entre o hoje e o amanhã, determinando onde começa e termina cada dia.

Imagine que hoje, 20 de janeiro, você esteja cruzando o Pacífico no sentido oeste, indo de San Francisco a Tokyo. No exato momento em que seu avião cruzar a Linha Internacional de Data você estará no dia 21. No trajeto inverso indo para o leste (Tokyo - San Francisco) realizado na mesma data, você "ganharia" um dia, retrocedendo até 19 de janeiro.

É complicado, prezado leitor...
Uma daquelas coisas que você pode até tentar entender, mas vai tentar explicar...

Quando as grandes expedições marítimas de circunavegação tiveram início não tardou-se a perceber uma disparidade de datas entre as anotações dos viajantes e o calendário no ponto de origem - sempre da ordem de um dia. Foi a partir da expedição pioneira de Fernão de Magalhães que estabeleceu-se o "paradoxo da circunavegação".




























A epopéia do português Fernão de Magalhães teve início em 20 de Setembro de 1519 quando ele partiu da Espanha com uma esquadra de cinco naus e uma tripulação de 234 homens. A expedição retornou à Espanha com apenas 18 tripulantes na nau Victoria que aportou em Sevilha no dia 06 de setembro de 1522, completando a primeira circunavegação do globo terrestre.
Fernão de Magalhães não estava entre os 18 remanescentes. Havia sido morto em combate na ilha de Cebu, nas Filipinas, em 27 de abril de 1521.

Quando o que restou da tripulação chegou à Espanha, constatou-se que um dia a mais tinha sido transcorrido: para os marujos era quarta-feira e em terra já era quinta-feira.
Como o passar dos dias a bordo era anotado precisamente a cada nascer do sol algo muito esquisito - sem dúvida diabólico, teria acontecido. Foi designada uma delegação oficial para apresentar a questão ao Papa Adriano VI que, obviamente, não entendeu nada.

Como Fernão de Magalhães fez sua viagem ao redor do globo na direção oeste, acabou demorando um dia a mais. Se tivesse rumado para o leste, como Phileas Fogg, teria "ganho" um dia, chegando antes em relação à data estabelecida no ponto final da circunavegação.
Aliás este foi o fator determinante que possibilitou a Fogg conseguir completar sua viagem no prazo estabelecido e ganhar a aposta de 20.000 libras. Como ele foi para o leste, acabou tendo um dia a mais em relação ao calendário de Londres. Na verdade, Phileas Fogg acabou tendo 81 dias para completar sua volta ao mundo em 80 dias.

A necessidade de se determinar um marco inicial para "começar" cada dia motivou a criação da Linha Internacional de Data. Inicialmente traçada no ano de 1900, a linha mudou algumas vezes até chegar ao desenho atual (no topo da página).

Juro que vou tentar explicar isso melhor.
Amanhã. Agora vou ver a posse do Obama.


Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 6

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Volta Ao Mundo Em 80 Dias



Julio Verne publicou "Le Tour de Monde en Quatre-Vingts Jours" em 1873.
Eu acabei de reler o livro (por razões óbvias...) e confesso que não lembrava de muita coisa - principalmente não lembrava quão espetacular é o relato da incrível aventura de Phileas Fogg e seu fiel escudeiro Passepartout.



O filme de 1956, com David Niven, Cantinflas, Shirley MacLaine e um elenco estelar, fez um estrondoso sucesso, ganhando cinco Oscars, inclusive o de melhor filme. No longa, dirigido por Michael Anderson, foram permitidas algumas licenças poéticas que acabaram confundindo para sempre o imaginário de muitos espectadores/leitores, como uma tourada na Espanha (país onde o excêntrico Mr. Fogg nunca pisou) e a famosíssima cena do balão, inexistente no livro.


David Niven e Cantinflas: Phileas Fogg e Passepartout.

No livro Fogg rechaça a idéia de utilizar um balão para a travessia do Atlântico entre Nova York e Liverpool, considerando-a "muito temerária, irrealizável". Já o cinema não poderia deixar de tirar uma casquinha de "Cinco Semanas Em Um Balão"...

Sessão da Tarde




Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 5

domingo, 18 de janeiro de 2009

Teorema líquido

Acabei de ter um insight, um quase teorema que pode ser formulado da seguinte forma:

Se eu vou ficar um ano viajando e
quando eu viajo bebo todo dia sem parar,
logo eu vou ficar um ano bebendo sem parar.




Whisky
Saquê
Pisco
Vodka
Rum
Tequila
Grappa
Cerveja
Licor
Vinho
Champanhe
Conhaque
Gim
Aquavit
Absinto
Arak




e centenas de drinks elaborados a partir
da mistura destas e de outras bebidas.

Fudeu!

Vale a pena ver de novo!
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 4

sábado, 17 de janeiro de 2009

Papai vá de trem, de trem é bom!



Aproximadamente 90% dos deslocamentos neste projeto de volta ao mundo serão realizados de avião.

Estão previstas algumas travessias de barco como Montevidéu - Buenos Aires - pelo Rio da Prata; e Ushuaia - Punta Arenas através do Canal de Beagle e do Estreito de Magalhães, passando pelo Cabo Horn, ponto de encontro entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

De trem, pelo menos dois trajetos lendários: Nairobi - Mombassa pelo "Lunatic Express" (a famosa Uganda Railway, construída pelos ingleses entre 1895 e 1903); e o "Expresso Transmanchuriano" que liga Moscou a Pequim, passando pela Mongólia.

Por enquanto, fiquem, com o mestre

Jackson do Pandeiro


Vale a pena ver de novo!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Eduardo Vai À Europa

Embarque com Eduardo em sua sensacional viagem pelo Velho Mundo!




Vale a pena ver de novo!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Vale a pena ver de novo

Eu já tive um blog que definhou até morrer.
Já por este aqui, prometo lutar bravamente. Jurei para mim mesmo que - ao menos em janeiro, escreveria todo dia. Estamos chegando na metade do mês e eu já sou um escravo dessa porra.

Para não matá-lo de tédio, estimado leitor, começo hoje a reedição do relato de minha viagem à Costa Oeste dos Estados Unidos, ocorrida em Março de 2007 e originalmente publicado no falecido Blog dA Organização, dentro do Globo Online. Posso dizer que foi o estopim deste projeto insano.
A série se chamará "Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA" e será publicada na ordem em que foi escrita. Nos próximos posts, independentemente do assunto abordado, sempre estará presente o link para mais um eletrizante capítulo desta saga americana.

Se alguém quiser fazer algum comentário sobre os posts da viagem aos EUA, deve fazê-lo aqui, pois não tenho mais acesso à edição das postagens no Globo Online. Este lembrete beira o ridículo, já que ninguém escreve mesmo...

Voilà!

Vale a pena ver de novo
Relato de uma viagem à Costa Oeste dos EUA - capítulo 1

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Everybody Macacada!!

H.L. Mencken, o renomado autor de "O Livro dos Insultos", já dizia que "a democracia é a arte de governar o circo a partir da jaula dos macacos".
Homenageando o velho iconoclasta abrimos aqui neste momento nossa primeira Enquete Popular, onde pretendemos levar em conta (ma non troppo...) sua valiosa opinião, estimado leitor, no tocante à delicada - quase metafísica questão da definição de uma rota para esta viagem.

A Enquete Popular está aí do lado, no alto da página.
O escrutínio se dará por encerrado às 23 horas e 59 minutos do dia 21 de janeiro de 2009.
Cidadão, exerça sua cidadania, vote!

Everybody Macacada!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Nessum Dorma


Una donna aspetta il vaporetto
Veneza, 2007



"Nessum Dorma" é uma ária do último ato da ópera "Turandot",
de Giacomo Puccini, interpretada aqui por Franco Corelli.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Pule este post

Que preparativos, que nada. A vida não é mole, certo?
A Claro fudeu meu modem 3G. Não consigo conectar-me desde domingo de manhã.
Pra quem não me conhece, muito prazer, sou neurótico.
Maníaco-depressivo-bipolar-obsessivo-paranóico.
Minha analista, lacaniana, é muda.
Viajar pelo mundo é do caralho, mas implica em desapego, perdas, distanciamento.
Uma das poucas coisas que ela (minha analista) falou - devo admitir, quando ela fala, ela é foda - é que "na vida, é preciso querer perder certas coisas."
Eu perdi três mulheres nos últimos 30 dias.
Perto disso perder minha conexão à internet não é nada.
Desculpe fazê-lo perder seu tempo, estimado leitor.
Avisei lá em cima. Pule este post.
Ele nada acrescenta ao projeto que motivou a existência deste blog.
Toda vez que eu escrever sobre o nada, ou sobre mim mesmo, vou usar este título:
Pule este post

domingo, 11 de janeiro de 2009

Estamos Adorando Tokyo

sábado, 10 de janeiro de 2009

Torre de Babel



Existem quase 7.000 línguas em todo o mundo.

Há muita controvérsia sobre as dez mais faladas. São muitas listas diferentes. Ficamos com essa:

  1. Mandarim
  2. Hindi
  3. Inglês
  4. Espanhol
  5. Bengali
  6. Árabe
  7. Português
  8. Russo
  9. Japonês
  10. Alemão
O português é falado por 203.000.000 de pessoas em todo o mundo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Who are you?

Um dos principais objetivos desta viagem é colher material para uma exposição chamada "Who are you?".
A idéia é interpelar aleatoriamente pessoas na rua e - com a câmera de vídeo em punho, fazer uma única pergunta: "quem é você?", no idioma do lugar onde me encontrar. Portanto uma de minhas primeiras missões quando chegar em em um novo país será aprender como se diz "quem é você" na língua local e deixar o entrevistado responder como quiser à essa capciosa pergunta. No fim da viagem pretendo ter algumas centenas de portraits de gente de todas as etnias respondendo à mesma questão existencial em suas respectivas línguas natais, constituindo material para uma grande instalação audiovisual.

Essa idéia surgiu em 2007, durante a Bienal de Veneza, quando deparei-me com uma bizarra e fascinante figura:

L'uomo Tecnologico

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Viva a Palestina!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Todo começo é involuntário

Não sei bem ao certo quando comecei a considerar a idéia de fazer uma viagem de volta ao mundo. Digo, o desejo primaz de me mandar por aí, conhecer povos, culturas, etc. Talvez tenha sido muito cedo, quando meu pai, engenheiro, ia todo mês para a Argélia e voltava cheio de histórias sobre o deserto do Saara.
Avançando quase três décadas no tempo, alguns fatores contribuiram para a elaboração mais ordenada desta hipotética viagem como um projeto de trabalho.
Do ponto de vista prático tive a experiência de escrever um blog no Globo Online sobre produção audiovisual independente onde - desvirtuando-me totalmente da temática proposta, escrevi sobre minha viagem à costa leste dos EUA e minha ida à Bienal de Veneza. Nestas duas ocasiões estive o tempo todo com um laptop, uma câmera de vídeo e uma de foto, pondo em prática o modelo que pretendo adotar neste projeto de volta ao mundo.
O outro aspecto - este sim primordial, é o fato de eu estar com 38 anos, não ter mulher, não ter filhos e não ter um emprego fixo (sou free-lancer, desde sempre...).

Um sentimento que sempre esteve presente na minha vida foi a urgência.
É agora ou nunca.

...

Se você imagina fazer uma viagem por vários países, um bom ponto de partida é visitar o site da Airtreks, uma agência de viagens especializada em roteiros ao redor do mundo. No site eles têm um "Trip Planner", onde você marca seus destinos num mapa mundi e eles dão uma primeira estimativa de preço para as passagens aéreas. A Airtreks fica em San Francisco. Eu estive lá em 2007 e pretendo comprar minhas passagens com eles.

O vídeo aí embaixo foi feito no Big Sur, na costa do Pacífico, quase chegando em San Francisco.

No Fish Today



Nada me prende a nada
Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O mundo que eu conheço




Eu conheço só um pouquinho do mundo:
  1. Brasil - uma boa parte...
  2. Argentina - Buenos Aires
  3. Uruguai - Punta del Este e o aeroporto de Montevidéu
  4. Peru - Lima e Arequipa (morei em Arequipa aos 10 anos de idade)
  5. Paraguai - Puerto Stroessner, atual Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil
  6. Estados Unidos - uma boa parte...
  7. França - Paris
  8. Portugal - Lisboa, O Porto, Évora, Sintra e Óbidos
  9. Itália - Veneza
  10. Japão - Tokyo, Kyoto, Kamakura e Nara
  11. Indonésia - Bali



segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

E a rota?

Tem gente me perguntando: "e a rota?'

Lembrei daquela velha piada do piloto português falando com a torre de controle:
- Tap 101 informe a posição e a altura.
- 1 metro e 65, sentado, ó pá.
- Não, idiota. A rota!
- Buuurrrrrrrrrrpppppppppppp!!!!


Eu venho pensando numa rota há uns dois anos mais ou menos e ainda não cheguei a uma conclusão definitiva. Mas estou quase lá. Quando tudo parecia resolvido deparei-me com uma complexa questão conceitual: minha rota inicial não cruzava totalmente o Oceano Pacífico e isso talvez fosse inadmissível. A partir daí surgiram várias novas indagações que misturam latitudes, longitudes, estações do ano, guerras e doses maiores ou menores de choque cultural.

A única coisa já totalmente definida é o início pela América do Sul.
Do Rio de Janeiro para Montevidéu, Uruguai. Daí de barco pelo Rio da Prata até Buenos Aires, Argentina.

Buenos Aires



A definição da rota ainda será tema de inúmeros posts nesse blog.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Lista de tarefas para o ano que começa - parte 3

7 - Estudar, ler, planejar e arrumar tempo para tudo isso.
Este tempo meio morto de começo de ano, ressacas e celebrações sem fim, não passa de uma armadilha. A vida é trânsito, é dia útil, não é domingo. E desde o Natal tudo parece um domingão só. Estou formando uma pequena bibliografia obrigatória, inicialmente livros sobre os continentes (está para chegar um de mais de 1000 páginas sobre a África) e posteriormente sobre os lugares específicos que acabarem ficando na rota definitiva. Adicione mais algumas milhares de horas na Internet, e você está pronto para partir.
Lindo, né?
Só não sei como conciliar isso com a necessidade básica de ter que ganhar dinheiro para viver, e o tempo que cada uma das atividades remuneradas na área em que atuo pode tomar. Aliás, este blog começou há apenas quatro dias e já me sinto um escravo dele...

8 - Arumar parceiros para transformar essa loucura toda em um projeto viável dentro do modelo de obtenção de recursos vigente no Brasil: entrar em editais, leis de incentivo, concursos públicos, enfim todo um mar de burocracias coalhado por uma lógica própria que muitas vezes foge à compreensão de simples mortais como eu.
Essa é a questão: idéia, qualquer mente vulgar é capaz de ter.

9 - Conhecer a Amazônia.
Eu acho incoerente querer fazer uma viagem pelo mundo todo sem conhecer minimamente meu próprio país de origem. Eu morei em Manaus quando tinha um ano de idade e meu pai trabalhava na construção da famigerada Transamazônica. Fiquei lá por muito pouco tempo e não tenho absolutamente nenhuma lembrança da região.
Em uma viagem onde existe a pretensão de conhecer alguns dos principais marcos naturais e geográficos do planeta é fundamental - até mesmo para efeito de comparação - ter algum conhecimento da região amazônica. Vou pegar uma passagem baratinha para Manaus e ficar lá alguns dias.




10
- Acabou a lista (ufa!!).
Se alguém quiser dar alguma sugestão, por favor deixe um comentário. Quem sabe a gente não acaba aumentando ainda mais isto aqui...


sábado, 3 de janeiro de 2009

Lista de tarefas para o ano que começa - parte 2

4 - Entrar em forma.
Um clássico das resoluções de Ano Novo, juntamente com "parar de fumar" e "parar de beber".

Estou parecido com um tio meu que certa vez deixou cair uma nota de 50 Reais no chão do Jockey Club e disse para um cara que passava por ali: - "Pega lá pra mim que 25 é teu."
Não tenho dúvida de que a exaustão física vai ser um dos componentes desta viagem.
Portanto, hay que emagrecer...


5 - Aprender a falar francês.

Falo bem inglês e espanhol. Meu francês é ridículo. Tive aulas no ginásio com uma provecta (já naquela época...) professora chamada Jaqueline. Jacqueline era francesa legítima. Também era surda, o que causou terríveis danos ao meu aprendizado da língua de Flaubert. O método da Sra. Jacqueline consistia em inúmeros testes orais que compunham grande parte da nota final. O colégio inteiro sabia que bastava falar bem baixinho para passar direto em francês.

Ter um domínio pelo menos razoável da língua francesa é quase fundamental em muitos países africanos e em boa parte do mundo árabe e da Indochina. Também convém falar francês na França.


6 - Fazer um curso de mergulho.

A água está presente em 71% da superfície do planeta Terra. Lugares que fazem parte da minha rota como as Ilhas Galápagos, no Equador e Zanzibar, na Tanzania têm grandes atrativos também debaixo d'água.
Pode parecer fácil para você, estimado leitor, mas não para um claustrofóbico paranóico como eu. Há aproximadamente dez anos atrás, meu coração parou por pouco mais de um minuto. O que fez o músculo cessar sua contração involuntária foi a falta de ar causada por dois erros sucessivos de um anestesista, durante uma banalíssima intervenção cirúrgica. Foi um daqueles casos onde certas pessoas vêem o túnel de luz, anjos tocando harpa, o inferno ou o paraíso. Eu não vi porra nenhuma. Acordei de um coma induzido dois dias depois aparentemente sem seqüelas cerebrais. Infelizmente adquiri alguns novos distúrbios psicológicos, entre eles um pânico absoluto de asfixia. Daí em diante comecei a achar que mergulhar poderia fazer o que milhares de sessões de análise não conseguiram.
Se eu amarelar e não fizer o curso de mergulho, ok. Vou tomar um drinque na beira do cais, comendo os peixes ao invés de vê-los.



sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Lista de tarefas para o ano que começa - parte 1

Se você pretende viajar por um ano inteiro, pelos seis continentes e por uns 30 ou 40 países, é necessário algum planejamento.

A seguir, uma pequena lista de coisas que terão que ser resolvidas ao longo do ano:

1 - Tirar todos os vistos necessários.



Se você acha que é foda conseguir
um visto para os Estados Unidos,
tente um para a Mongólia...













2 - Fazer um check-up de saúde completo, ir ao dentista, contratar
um seguro de viagem e tomar as vacinas necessárias.



Praticamente todos os países que não fazem parte
do 1º mundo exigem do visitante o certificado de
vacinação contra febre amarela, cuja validade é de
dez anos.

Apesar de não obrigatórias, as vacinas contra
hepatite A e B, influenza e meningite
meningocócica são altamente recomendadas -
especialmente em viagens longas por lugares
inóspitos.







3 - Definir todos os equipamentos necessários para a viagem: computador, sistema
de transmissão de dados, câmeras de vídeo e foto, microfone, sistema de GPS, etc.



É preciso pensar em uma mala
(case, sacola, o que for) que possa acondicionar todo o equipamento sem nunca se desgrudar de mim - entrando como bagagem de mão em qualquer teco-teco por aí,
ou num barquinho descendo o Rio Mekong, da Tailândia até o Laos.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Partir, não importa para onde.

Eu acho que não vale a pena ter
Ido ao Oriente e visto a Índia e a China
A terra é semelhante e pequenina
E há só uma maneira de viver*




Hoje, neste primeiro dia de janeiro do ano de 2009, começo o relato dos preparativos reais para uma hipotética - quiçá possível, viagem de volta ao mundo.




A viagem em questão será iniciada dentro de exatamente um ano, no dia 01 de janeiro de 2010 e terá a duração de 365 dias, com seu término em 31 de dezembro de 2010. Durante todo este período estarei filmando, fotografando e escrevendo. Produzindo material para um livro, uma exposição, uma série de TV, além de escrever um blog diário.


O orçamento da viagem é de aproximadamente 150.000 dólares. Como, infelizmente, não sou rico, dependo de patrocinadores e/ou investidores para viabilizar este projeto. De qualquer forma, questões relativas à obtenção de recursos não serão diretamente abordadas neste espaço.

...

A prudência recomenda que se deve ficar de bico calado em relação a projetos importantes.
Resolvi fazer o contrário, não sei bem por que...


Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.**

...

* Trecho de "Opiário" - Álvaro de Campos
**
Trecho de "Tabacaria" - Álvaro de Campos